https://revistajrg.com/index.php/jrg/issue/feedRevista JRG de Estudos Acadêmicos 2026-01-11T00:10:42+01:00Danilo da Costarevistajrg@gmail.comOpen Journal SystemsRevista JRGhttps://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2825Lugar de fala, ouvintismo estrutural e a política dos corpos surdos: responsabilidades éticas do ouvinte na produção social da diferença2026-01-06T19:31:59+01:00Wolney Gomes Almeidawgalmeida@uesc.br<p style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o conceito de <em>lugar de fala</em> a partir das contribuições de Djamila Ribeiro e o articula ao debate sobre o <em>ouvintismo estrutural</em> (Almeida, 2025), discutindo a responsabilidade ética do ouvinte na educação de surdos. Partindo de uma abordagem metodológica situada, fundamentada na Análise do Discurso crítica, na Filosofia da Diferença e em perspectivas decoloniais, o estudo problematiza como determinadas posições sociais — especialmente a posição ouvinte — ocupam historicamente o centro do discurso educativo e produzem formas de silenciamento e normalização da diferença surda. Argumenta-se que o lugar de fala não opera como barreira discursiva, mas como dispositivo analítico para tornar visíveis as relações de poder que autorizam uns a falar e restringem a voz de outros. Assim como homens devem posicionar-se contra o machismo e pessoas brancas contra o racismo, defende-se que ouvintes têm responsabilidade ativa na crítica ao ouvintismo e na defesa de práticas bilíngues e decoloniais na educação de surdos. O artigo conclui que a participação crítica do ouvinte não substitui a centralidade da experiência surda, mas é condição necessária para desmontar estruturas historicamente construídas que produzem desigualdade linguística, epistêmica e pedagógica.</p>2025-01-10T00:00:00+01:00Copyright (c) 2025 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2836Doença de chagas: o papel essencial do diagnóstico laboratorial2026-01-10T23:29:10+01:00Débora Lohana Lima Gomesdebora.lohana@unifesp.br<p>A doença de Chagas é uma enfermidade infecciosa causada pelo protozoário <em>Trypanosoma cruzi</em>, transmitido principalmente por insetos da subfamília Triatominae. Caracteriza-se por fases aguda e crônica, sendo esta última, geralmente, assintomática por longos períodos. O diagnóstico laboratorial é um dos principais desafios no enfrentamento da doença, devido à diversidade genética do parasito, às diferentes vias de infecção e à variação na carga parasitária ao longo das fases clínicas. Este artigo tem como objetivo revisar os principais métodos laboratoriais utilizados na rotina diagnóstica da doença de Chagas. São abordadas técnicas parasitológicas diretas, como gota espessa, micro-hematócrito e Strout, comumente aplicadas na fase aguda; métodos sorológicos, como ELISA, imunofluorescência indireta e hemaglutinação, indicados para a fase crônica; e técnicas moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), além de testes rápidos. A revisão aponta que, embora os avanços tecnológicos tenham contribuído para ampliar a sensibilidade e especificidade diagnóstica, ainda existem limitações quanto à acessibilidade, infraestrutura laboratorial e necessidade de confirmação por múltiplos métodos. Conclui-se que a integração entre diferentes abordagens diagnósticas é essencial para a detecção precoce da infecção, permitindo o tratamento adequado e contribuindo para o controle da doença, especialmente em áreas endêmicas e populações vulneráveis.</p>2026-01-10T00:00:00+01:00Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2837Felicidade como estratégia terapêutica complementar em pacientes oncológicos2026-01-10T23:43:53+01:00Cecília Raquel Santana e Silvaceciliaraquel@unipam.edu.brElcio Moreira Alveselciomoreira@unipam.edu.brLuísa Ribeiro Nascentesluisanascentes@unipam.edu.brMaria Fernanda Ferreira Oliveira Alvesmariafernandafo@unipam.edu.br<p>O presente estudo tem como objetivo analisar as características e os desdobramentos da atuação da felicidade como estratégia terapêutica complementar em pacientes oncológicos. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, realizada por meio de busca e seleção de artigos disponíveis em bases como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Ministério da Saúde (MS), a Revista Brasileira de Cancerologia e o Google Acadêmico. Os estudos analisados demonstram que a felicidade contribui significativamente para a melhoria da qualidade dos tratamentos oncológicos, promovendo maior bem-estar físico e emocional aos pacientes. Além disso, destaca relevância da atuação da equipe multidisciplinar na promoção do cuidado integral, preservando a dignidade e a saúde mental dos indivíduos em tratamento.</p>2026-01-10T00:00:00+01:00Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2838Fundos de hedge e lacunas regulatórias nos Estados Unidos: desafios para a estabilidade financeira2026-01-10T23:52:55+01:00Gustavo Henrique Rodrigues Pessoagustavo.pessoa@fgv.edu.br<p>A expansão dos fundos de hedge nas últimas décadas tem ampliado o debate sobre os limites da regulação financeira nos Estados Unidos, especialmente no que se refere à identificação e ao monitoramento de riscos sistêmicos. Embora esses fundos desempenhem funções relevantes na dinâmica dos mercados, como provisão de liquidez e estratégias de arbitragem, sua atuação fora do perímetro regulatório tradicional tem revelado fragilidades importantes no arcabouço de supervisão financeira. Este artigo examina as principais lacunas regulatórias associadas à supervisão dos fundos de hedge no contexto norte-americano, com foco no período posterior à crise financeira de 2008 e na implementação do Dodd-Frank Act. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada na análise de literatura especializada, documentos institucionais e casos ilustrativos amplamente discutidos no debate regulatório recente. A análise evidencia que, apesar dos avanços normativos observados após a crise, persistem desafios relacionados à fragmentação institucional, à dispersão de competências regulatórias e à existência de exceções legais que limitam a transparência e a supervisão efetiva desses agentes. Argumenta-se que tais lacunas contribuem para a transferência do risco sistêmico para fora do sistema bancário tradicional, dificultando a atuação preventiva das autoridades reguladoras. Conclui-se que o fortalecimento da estabilidade financeira requer maior coordenação entre os órgãos de supervisão, bem como o aprimoramento dos mecanismos de reporte e monitoramento aplicáveis aos fundos de hedge, de modo a reduzir vulnerabilidades e mitigar riscos sistêmicos no sistema financeiro dos Estados Unidos.</p>2026-01-11T00:00:00+01:00Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2839Reações adversas ao uso de Zolpidem: impactos na qualidade de vida do paciente2026-01-11T00:10:42+01:00Adria Alves Bragaadriaabraga282@gmail.comIlana Lara Oliveira de Araújoilanalara217@gmail.comMarcela Leite Rêgomarcellaleite8872@gmail.comMayara Sabrina de Amorim Rodriguesmayarasabrina.farmacia@gmail.comAllan Carlos da Silva Tiagopharma.allan@gmail.com<p>O presente estudo corresponde a pesquisa de artigos com ênfase ao uso do zolpidem associado a diversas reações adversas capazes de comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Tendo como objetivo compreender, a partir da literatura científica, a relação entre o uso do zolpidem, a ocorrência de reações adversas e seus impactos ao bem-estar dos pacientes. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre os meses de agosto de 2024 e outubro de 2025, a partir da análise de artigos científicos disponíveis nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, Brazilian Journal of Health Review (BJHR), Food and Drug Administration (FDA), World Health Organization (WHO), entre outras. Foram incluídos estudos completos, publicados nos idiomas português e inglês, no período de 1995 a 2025, que abordassem diretamente o uso do zolpidem, suas reações adversas, estratégias de minimização de riscos e impactos físicos, psicológicos e sociais. Foram estabelecidos os seguintes descritores em ciências da saúde (DeCS): zolpidem, reações adversas, eventos adversos, qualidade de vida, farmacêuticos e efeitos colaterais. Assim para o efeito dessa revisão de literatura foram incluídos 17 artigos, selecionados por meio da leitura de títulos, resumos e textos completos, sendo os dados analisados segundo a técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que, apesar da eficácia terapêutica do zolpidem no tratamento da insônia, seu uso está frequentemente associado a reações adversas como sonolência diurna, amnésia, alterações cognitivas, comportamentos complexos durante o sono, dependência e aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em pacientes idosos. Tais eventos impactam negativamente a funcionalidade, a autonomia, o desempenho profissional e as relações sociais, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos. Conclui-se que o zolpidem, embora eficaz, deve ser utilizado de forma criteriosa, com prescrição adequada e acompanhamento contínuo por profissionais de saúde. Destaca-se a importância da orientação ao paciente e da adoção de estratégias terapêuticas integradas, visando minimizar os riscos associados ao tratamento e promover maior segurança e qualidade de vida aos usuários.</p>2026-01-10T00:00:00+01:00Copyright (c) 2026