https://revistajrg.com/index.php/jrg/issue/feed Revista JRG de Estudos Acadêmicos 2026-01-17T13:27:39+01:00 Danilo da Costa revistajrg@gmail.com Open Journal Systems Revista JRG https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2825 Lugar de fala, ouvintismo estrutural e a política dos corpos surdos: responsabilidades éticas do ouvinte na produção social da diferença 2026-01-06T19:31:59+01:00 Wolney Gomes Almeida wgalmeida@uesc.br <p style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o conceito de&nbsp;<em>lugar de fala</em>&nbsp;a partir das contribuições de Djamila Ribeiro e o articula ao debate sobre o&nbsp;<em>ouvintismo estrutural</em>&nbsp;(Almeida, 2025), discutindo a responsabilidade ética do ouvinte na educação de surdos. Partindo de uma abordagem metodológica situada, fundamentada na Análise do Discurso crítica, na Filosofia da Diferença e em perspectivas decoloniais, o estudo problematiza como determinadas posições sociais — especialmente a posição ouvinte — ocupam historicamente o centro do discurso educativo e produzem formas de silenciamento e normalização da diferença surda. Argumenta-se que o lugar de fala não opera como barreira discursiva, mas como dispositivo analítico para tornar visíveis as relações de poder que autorizam uns a falar e restringem a voz de outros. Assim como homens devem posicionar-se contra o machismo e pessoas brancas contra o racismo, defende-se que ouvintes têm responsabilidade ativa na crítica ao ouvintismo e na defesa de práticas bilíngues e decoloniais na educação de surdos. O artigo conclui que a participação crítica do ouvinte não substitui a centralidade da experiência surda, mas é condição necessária para desmontar estruturas historicamente construídas que produzem desigualdade linguística, epistêmica e pedagógica.</p> 2025-01-10T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2025 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2843 Ebola como desafio à saúde pública global: aspectos epidemiológicos e implicações sanitárias 2026-01-15T20:17:19+01:00 Maria Lóuise Eustáquio Araújo mlearaujo.2002@gmail.com Rizia Maria dos Santos Eustáquio Leite riziadeleite@hotmail.com Simone Santos Souza SIMONESSOUZA18@HOTMAIL.COM Mariane Teixeira Dantas Farias manomafarias@gmail.com Rejane Santos Barreto rsbarreto@uesc.br Andreia Silva Rodrigues enfandreiarodrigues@gmail.com <p>O vírus Ebola constitui uma ameaça importante à saúde pública em razão de sua elevada letalidade, potencial de disseminação em contextos específicos e impacto significativo sobre sistemas de saúde fragilizados. Descoberto em 1976 no continente africano, o Ebola permanece como um desafio sanitário global, especialmente em regiões marcadas por vulnerabilidades sociais, econômicas e institucionais. O presente estudo tem como objetivo analisar a relevância do vírus Ebola para a saúde pública, com base em uma revisão narrativa da literatura, enfatizando seus aspectos epidemiológicos e clínicos. Trata-se de uma revisão narrativa, de abordagem qualitativa, baseada na análise crítica e contextual de publicações científicas e documentos institucionais relevantes. A literatura evidencia que, embora a ocorrência do Ebola seja predominantemente localizada em focos específicos, sua gravidade clínica, associada às limitações estruturais dos sistemas de saúde e às desigualdades globais, reforça a necessidade de estratégias integradas de vigilância, preparação dos serviços de saúde e cooperação internacional. Conclui-se que o Ebola representa não apenas um risco biológico, mas também um marcador das fragilidades da governança sanitária global, demandando investimentos contínuos em políticas públicas, pesquisa científica e fortalecimento dos sistemas de saúde.</p> 2026-01-17T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2836 Doença de chagas: o papel essencial do diagnóstico laboratorial 2026-01-10T23:29:10+01:00 Débora Lohana Lima Gomes debora.lohana@unifesp.br <p>A doença de Chagas é uma enfermidade infecciosa causada pelo protozoário <em>Trypanosoma cruzi</em>, transmitido principalmente por insetos da subfamília Triatominae. Caracteriza-se por fases aguda e crônica, sendo esta última, geralmente, assintomática por longos períodos. O diagnóstico laboratorial é um dos principais desafios no enfrentamento da doença, devido à diversidade genética do parasito, às diferentes vias de infecção e à variação na carga parasitária ao longo das fases clínicas. Este artigo tem como objetivo revisar os principais métodos laboratoriais utilizados na rotina diagnóstica da doença de Chagas. São abordadas técnicas parasitológicas diretas, como gota espessa, micro-hematócrito e Strout, comumente aplicadas na fase aguda; métodos sorológicos, como ELISA, imunofluorescência indireta e hemaglutinação, indicados para a fase crônica; e técnicas moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), além de testes rápidos. A revisão aponta que, embora os avanços tecnológicos tenham contribuído para ampliar a sensibilidade e especificidade diagnóstica, ainda existem limitações quanto à acessibilidade, infraestrutura laboratorial e necessidade de confirmação por múltiplos métodos. Conclui-se que a integração entre diferentes abordagens diagnósticas é essencial para a detecção precoce da infecção, permitindo o tratamento adequado e contribuindo para o controle da doença, especialmente em áreas endêmicas e populações vulneráveis.</p> 2026-01-10T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2739 As Parcerias Público-Privadas (PPPs) como Instrumento Jurídico de Fomento ao Desenvolvimento Econômico do Estado do Tocantins 2025-11-28T22:14:09+01:00 Leila Maria Alves Pereira Sales leilamaria219@gmail.com Márjorie Corsino Galvão marjoriecorsino.9@gmail.com Camila Martins Cavalcante cmc10152529@gmail.com Mônica de Souza Lima monica.contadora@yahoo.com.br <p>O presente artigo analisa o papel das Parcerias Público-Privadas (PPPs) como instrumento jurídico voltado ao fomento do desenvolvimento econômico do Estado do Tocantins, com ênfase no setor turístico do Jalapão. A pesquisa fundamenta-se no arcabouço normativo brasileiro, especialmente na Constituição Federal de 1988, na Lei nº 11.079/2004 e na Lei nº 14.133/2021, que conferem segurança jurídica, eficiência administrativa e atratividade para investimentos privados. Considera-se, também, o Plano Plurianual do Tocantins 2024-2027, que estabelece diretrizes estratégicas para o uso de parcerias em áreas prioritárias. Conclui-se que as PPPs possuem potencial para fortalecer a infraestrutura turística, promover inclusão social e assegurar a exploração sustentável da região do Jalapão, desde que associadas à regularização territorial, ao manejo ambiental adequado e à ampliação da conectividade digital.</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2837 Felicidade como estratégia terapêutica complementar em pacientes oncológicos 2026-01-10T23:43:53+01:00 Cecília Raquel Santana e Silva ceciliaraquel@unipam.edu.br Elcio Moreira Alves elciomoreira@unipam.edu.br Luísa Ribeiro Nascentes luisanascentes@unipam.edu.br Maria Fernanda Ferreira Oliveira Alves mariafernandafo@unipam.edu.br <p>O presente estudo tem como objetivo analisar as características e os desdobramentos da atuação da felicidade como estratégia terapêutica complementar em pacientes oncológicos. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, realizada por meio de busca e seleção de artigos disponíveis em bases como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Ministério da Saúde (MS), a Revista Brasileira de Cancerologia e o Google Acadêmico. Os estudos analisados demonstram que a felicidade contribui significativamente para a melhoria da qualidade dos tratamentos oncológicos, promovendo maior bem-estar físico e emocional aos pacientes. Além disso, destaca relevância da atuação da equipe multidisciplinar na promoção do cuidado integral, preservando a dignidade e a saúde mental dos indivíduos em tratamento.</p> 2026-01-10T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2838 Fundos de hedge e lacunas regulatórias nos Estados Unidos: desafios para a estabilidade financeira 2026-01-10T23:52:55+01:00 Gustavo Henrique Rodrigues Pessoa gustavo.pessoa@fgv.edu.br <p>A expansão dos fundos de hedge nas últimas décadas tem ampliado o debate sobre os limites da regulação financeira nos Estados Unidos, especialmente no que se refere à identificação e ao monitoramento de riscos sistêmicos. Embora esses fundos desempenhem funções relevantes na dinâmica dos mercados, como provisão de liquidez e estratégias de arbitragem, sua atuação fora do perímetro regulatório tradicional tem revelado fragilidades importantes no arcabouço de supervisão financeira. Este artigo examina as principais lacunas regulatórias associadas à supervisão dos fundos de hedge no contexto norte-americano, com foco no período posterior à crise financeira de 2008 e na implementação do Dodd-Frank Act. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, baseada na análise de literatura especializada, documentos institucionais e casos ilustrativos amplamente discutidos no debate regulatório recente. A análise evidencia que, apesar dos avanços normativos observados após a crise, persistem desafios relacionados à fragmentação institucional, à dispersão de competências regulatórias e à existência de exceções legais que limitam a transparência e a supervisão efetiva desses agentes. Argumenta-se que tais lacunas contribuem para a transferência do risco sistêmico para fora do sistema bancário tradicional, dificultando a atuação preventiva das autoridades reguladoras. Conclui-se que o fortalecimento da estabilidade financeira requer maior coordenação entre os órgãos de supervisão, bem como o aprimoramento dos mecanismos de reporte e monitoramento aplicáveis aos fundos de hedge, de modo a reduzir vulnerabilidades e mitigar riscos sistêmicos no sistema financeiro dos Estados Unidos.</p> 2026-01-11T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2839 Reações adversas ao uso de Zolpidem: impactos na qualidade de vida do paciente 2026-01-11T00:10:42+01:00 Adria Alves Braga adriaabraga282@gmail.com Ilana Lara Oliveira de Araújo ilanalara217@gmail.com Marcela Leite Rêgo marcellaleite8872@gmail.com Mayara Sabrina de Amorim Rodrigues mayarasabrina.farmacia@gmail.com Allan Carlos da Silva Tiago pharma.allan@gmail.com <p>O presente estudo corresponde a pesquisa de artigos com ênfase ao uso do zolpidem associado a diversas reações adversas capazes de comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Tendo como objetivo compreender, a partir da literatura científica, a relação entre o uso do zolpidem, a ocorrência de reações adversas e seus impactos ao bem-estar dos pacientes. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre os meses de agosto de 2024 e outubro de 2025, a partir da análise de artigos científicos disponíveis nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, Brazilian Journal of Health Review (BJHR), Food and Drug Administration (FDA), World Health Organization (WHO), entre outras. Foram incluídos estudos completos, publicados nos idiomas português e inglês, no período de 1995 a 2025, que abordassem diretamente o uso do zolpidem, suas reações adversas, estratégias de minimização de riscos e impactos físicos, psicológicos e sociais. Foram estabelecidos os seguintes descritores em ciências da saúde (DeCS): zolpidem, reações adversas, eventos adversos, qualidade de vida, farmacêuticos e efeitos colaterais. Assim para o efeito dessa revisão de literatura foram incluídos 17 artigos, selecionados por meio da leitura de títulos, resumos e textos completos, sendo os dados analisados segundo a técnica de análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que, apesar da eficácia terapêutica do zolpidem no tratamento da insônia, seu uso está frequentemente associado a reações adversas como sonolência diurna, amnésia, alterações cognitivas, comportamentos complexos durante o sono, dependência e aumento do risco de quedas e fraturas, especialmente em pacientes idosos. Tais eventos impactam negativamente a funcionalidade, a autonomia, o desempenho profissional e as relações sociais, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos. Conclui-se que o zolpidem, embora eficaz, deve ser utilizado de forma criteriosa, com prescrição adequada e acompanhamento contínuo por profissionais de saúde. Destaca-se a importância da orientação ao paciente e da adoção de estratégias terapêuticas integradas, visando minimizar os riscos associados ao tratamento e promover maior segurança e qualidade de vida aos usuários.</p> 2026-01-10T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2845 Recomendações nutricionais em pacientes críticos com lesão renal aguda: uma revisão integrativa 2026-01-16T13:22:09+01:00 Natália Fernandes de Figueiredo nffigueiredo958@gmail.com Polyana Alves Rodrigues polyana-rodrigues@fepecs.edu.br <p>A Lesão Renal Aguda (LRA) é frequente em pacientes críticos e está associada a alterações metabólicas que dificultam o suporte nutricional, especialmente quando há necessidade de Terapia Substitutiva Renal (TSR). Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura com o objetivo de descrever recomendações nutricionais para adultos criticamente enfermos com LRA. Foram pesquisadas as bases PubMed, Scielo e BVS, incluindo estudos e diretrizes publicados nos últimos 10 anos. Dos 195 estudos encontrados, 20 foram incluídos na análise final. De modo geral, recomenda-se ingestão energética de 20–30 kcal/kg/dia e aporte proteico ajustado conforme modalidade dialítica, podendo variar de 1,0 a 2,5 g/kg/dia. O manejo de carboidratos deve priorizar controle glicêmico entre 110–180 mg/dL, considerando ganhos ou perdas provenientes do dialisato. A oferta lipídica habitualmente situa-se entre 0,8–1,0 g/kg/dia, podendo incluir emulsões ricas em ácidos graxos poli-insaturados. Pacientes em TSR podem apresentar perdas significativas de micronutrientes hidrossolúveis, o que reforça a necessidade de monitoramento e suplementação individualizada. Os achados evidenciam lacunas de conhecimento, especialmente quanto às doses ideais de nutrientes e ao impacto sobre desfechos clínicos.</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2847 Fatores clínicos e terapêuticos associados a ocorrência e gravidade da radiodermite em mulheres com câncer de mama submetidas a radioterapia adjuvante 2026-01-16T13:32:15+01:00 Danilo da Silva danilo-silva@fepecs.edu.br Natália Messias Alves Vieira nataliafisionco@gmail.com Kalléria Waleska Correia Borges kalleriaborges@gmail.com André Luiz Maia do Vale residfisio@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> A radioterapia é parte integrante do tratamento oncológico para as mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Alguns efeitos colaterais são observados durante esse tratamento, se destacando a toxicidade cutânea que se manifesta em uma grande parcela das pacientes, denominada radiodermite. A gravidade das lesões cutâneas induzidas pela radiação é determinada por uma combinação de fatores relacionados tanto ao tratamento quanto às características individuais do paciente. Entre os aspectos associados ao paciente, destacam-se o estado nutricional sendo a desnutrição um fator que compromete a regeneração tecidual e a obesidade, que pode alterar a perfusão e a oxigenação dos tecidos. Além disso, variáveis técnicas como a área corporal submetida à irradiação, a dose total de radiação administrada e o tipo de equipamento utilizado também exercem influência significativa sobre a extensão e a intensidade do dano cutâneo. Em conjunto, esses fatores modulam a resposta biológica da pele ao estresse radioterápico e determinam o risco de desenvolvimento de complicações agudas ou crônicas. <strong>Objetivo:</strong> Investigar a associação entre características clínicas e terapêuticas e a gravidade da radiodermite em pacientes com câncer de mama submetidas a radioterapia adjuvante. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de um estudo observacional analítico, com delineamento transversal, conduzido a partir de uma amostra proveniente de um ensaio clínico randomizado que teve como propósito principal investigar os efeitos da fotobiomodulação na prevenção da radiodermite em pacientes com câncer de mama submetidas à radioterapia adjuvante. No presente subestudo, foram analisadas variáveis clínicas e terapêuticas das participantes incluídas no ensaio original, a fim de identificar possíveis fatores associados à maior chance de desenvolver radiodermite, bem como sua gravidade. Essa abordagem permitiu uma avaliação retrospectiva e exploratória das características individuais e dos aspectos relacionados ao tratamento, buscando compreender quais elementos podem influenciar a resposta cutânea adversa induzida pela radiação. <strong>Resultados:</strong> A amostra total, composta por 20 pacientes, foi analisada com o objetivo de avaliar a associação e a influência de variáveis clínicas e terapêuticas sobre a ocorrência e a gravidade da radiodermite. Contudo, a análise estatística apresentou baixa significância, possivelmente em decorrência do reduzido tamanho amostral. Quanto ao IMC, os dados descritivos indicaram maior predominância de radiodermite entre mulheres com sobrepeso (p = 0,0964). Em relação ao tratamento quimioterápico prévio, observou-se maior ocorrência de radiodermite entre aquelas submetidas à quimioterapia neoadjuvante (p = 0,356). Ademais, a análise do tipo de abordagem cirúrgica demonstrou que procedimentos conservadores estiveram associados a maior frequência de radiodermite (p = 1). <strong>Conclusão:</strong> Os dados coletados sugerem que alguns fatores podem influenciar tanto a ocorrência quanto a gravidade da radiodermite. No entanto, o reduzido tamanho amostral deste estudo limitou a robustez das análises estatísticas. Assim, torna-se necessária a realização de pesquisas com maior poder amostral, a fim de aprimorar a precisão das análises e otimizar o rastreamento desses indivíduos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2848 Relacionamentos amorosos no Transtorno de Personalidade Borderline: contribuições da Terapia Comportamental Dialética para o manejo da desregulação emocional 2026-01-16T13:42:44+01:00 Graziela da Silva Brasil grazielasb0906@gmail.com Ricardo Silva Parente ricardosilvaparente@gmail.com <p>Os relacionamentos amorosos exercem papel central na dinâmica psicopatológica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), configurando-se como contextos privilegiados de validação emocional, mas também de intensa vulnerabilidade psíquica. Indivíduos com TPB apresentam padrões recorrentes de instabilidade afetiva, medo de abandono, impulsividade e dificuldades interpessoais, que tendem a se intensificar em vínculos íntimos, favorecendo ciclos de conflito e sofrimento relacional. Diante desse cenário, a Terapia Comportamental Dialética (Dialectical Behavior Therapy - DBT) destaca-se como uma abordagem psicoterapêutica baseada em evidências, com foco na regulação emocional e no desenvolvimento de habilidades interpessoais. O presente estudo teve como objetivo analisar as contribuições da DBT no manejo de relacionamentos amorosos em pacientes com TPB, com ênfase nos processos de regulação emocional envolvidos nos conflitos afetivos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter teórico-analítico, realizada a partir da análise de estudos nacionais e internacionais publicados nos últimos 20 anos, selecionados em bases de dados reconhecidas da área da Psicologia e da Saúde Mental. Os resultados indicam que a desregulação emocional constitui um eixo central na compreensão dos conflitos amorosos no TPB, sendo agravada por experiências relacionais adversas, como instabilidade e violência íntima. As evidências analisadas apontam que as habilidades propostas pela DBT como mindfulness, regulação emocional, tolerância ao mal-estar e efetividade interpessoal atuam de forma integrada na redução da reatividade emocional, da impulsividade e dos padrões relacionais disfuncionais, promovendo maior estabilidade e funcionalidade nos vínculos afetivos. Conclui-se que a DBT apresenta contribuições relevantes para o manejo clínico dos conflitos amorosos em pacientes com TPB, reforçando a importância de intervenções que considerem o contexto relacional como elemento central no planejamento terapêutico.</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2849 Lipomatose epidural espinhal associada ao HIV e terapia antirretroviral: relato de caso de resolução conservadora com otimização da TARV 2026-01-16T13:59:45+01:00 Jaime Garcia Pereira Neto jaimeneto03@live.com Antonio Pedro de Melo Moreira Suarte antoniopedrosuarte@gmail.com Gilson Augusto Nunes Martins Pombeiro gilson.pombeiro@gmail.com Victor Mourão Vilela Barbosa victormourao.br@gmail.com Beatriz Ballarin Costa beatrizballarincosta@gmail.com Marcos Afonso Ballarin Costa marcosballarincosta@gmail.com <p>A lipomatose epidural espinhal (LEE) é uma condição rara caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo no espaço extradural, que pode comprimir as estruturas neurais e causar déficits neurológicos. Embora classicamente associada ao uso de corticosteroides e obesidade, a LEE tem sido observada em pacientes com Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), particularmente em relação à terapia com antirretrovirais de alta eficácia (HAART) e à lipodistrofia associada. Este relato de caso descreve um paciente masculino de 38 anos, HIV positivo, com a terapia antirretroviral&nbsp; (TARV) interrompida por 6 anos, que desenvolveu paraparesia progressiva, hipoestesia e perda de controle esfincteriano. A ressonância magnética da coluna torácica revelou lipomatose epidural posterior com estenose do canal medular. Após o reinício da TARV, o paciente demonstrou melhora significativa dos déficits neurológicos, com recuperação da força motora e controle esfincteriano, correlacionada à otimização dos parâmetros virológicos e imunológicos (carga viral e CD4). Este caso destaca a importância de considerar a LEE no diagnóstico diferencial de mielopatia em pacientes com HIV em uso de TARV e sugere que a otimização da TARV pode, em casos selecionados, levar à resolução conservadora da compressão medular, evitando a necessidade de intervenção cirúrgica.</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2850 A utilização do sulfato ferroso no tratamento de anemia ferropriva em crianças: uma revisão integrativa da literatura 2026-01-16T14:29:19+01:00 Ruan Ferreira Ribeiro ruanferreiraribeiro15@gmail.com Allan Carlos da Silva Tiago allan.silva@faculdadefam.edu.br <p><strong>Introdução: </strong>O ferro é um micronutriente essencial para o funcionamento do organismo, sendo responsável por diversos fatores biológicos (transporte de oxigênio, síntese de hemoglobina, processos metabólicos e enzimáticos). Em crianças a deficiência de ferro pode afetar o desenvolvimento cognitivo, a imunidade biológica e o crescimento, quando a deficiência de ferro e muito elevada pode resultar no desenvolvimento da anemia ferropriva. Considerada uma patologia de alta prevalência mundial, exigindo uma atenção maior para a saúde pública. O sulfato ferroso é um medicamento amplamente utilizado no tratamento da deficiência de ferro devido a sua eficácia na reposição dos estoques de ferro do corpo. <strong>Material e Métodos</strong>: Esse trabalho trata-se de uma revisão integrativa da literatura, tendo como objetivo juntar e avaliar as evidencias cientificas em relação ao sulfato ferroso no tratamento de crianças com anemia por deficiência de ferro (ADF). Foram realizadas as buscas nas bases de dados PubMed, LILACS, SciELO e Scopus, entre os anos de 2019 a 2025, no idioma inglês e utilizando os seguintes descritores “Deficiência de ferro”, “sulfato ferroso” e “crianças”. Logo após a utilização dos criterios de inclusão e exclusão, os artigos passaram por uma avaliação envolvendo a leitura dos titulos, dos resumos e dos textos completos, ao final das analises foram escolhidos 6 artigos. <strong>Resultados e Discussão</strong>: Foram encontrados 28 artigos científicos referentes ao tema abordado após a utilização dos filtros, dos quais apenas 6 foram selecionados. Após a análise desses artigos foi confirmado que o medicamento sulfato ferroso funciona muito bem no tratamento da deficiência de ferro e na anemia ferropriva no público infantil, também foi apresentado que tanto a hemoglobina (Hb) quanto a ferritina sérica, mesmo com baixas doses (3 mg/kg/dia) teve um aumento significativo em seus parâmetros hematológicos. Quando comparado com outras opções terapêuticas, como probióticos, complexo de polimaltose, lactoferrina e ferro heme, foi descrito que mesmo que essas opções de tratamento apresentem um perfil melhor em relação aos efeitos colaterais ou vantagens nos parâmetros secundários, o sulfato ferroso consegue se manter como uma boa opção devido o seu desempenho superior ou equivalente nos principais desfechos hematológicos. Outro ponto, se dá através de diversas formas de pesquisa (Ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos multicêntricos) que reforçam que o sulfato ferroso e eficaz em crianças com anemia ferropriva e crianças com deficiência de ferro não anêmico, embora apresente limitação envolvendo efeitos adversos gastrointestinais, o sulfato ferroso continua a ser o tratamento padrão, com boa tolerabilidade, eficácia, custo/benefício e é considerado amplamente recomendado para o manejo da anemia ferropriva pediátrica. <strong>Conclusões</strong>: É evidente que o tratamento com sulfato ferroso é bastante eficaz contra a deficiência de ferro e a anemia ferropriva em bebês e crianças. Devido a sua elevada biodisponibilidade no organismo, possui um baixo custo de mercado e de fácil administração por via oral. Apesar dos efeitos colaterais gastrointestinais presentes no medicamento ele demonstra possuir uma boa aceitabilidade clínica no tratamento da anemia ferropriva e é amplamente respaldado por evidências científicas.</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2851 Direitos humanos fundamentais e a uberização: análise de discurso das decisões do STF no período de 2023 a 2025 2026-01-16T14:42:21+01:00 Vanildo Lisboa Veloso vanildoveloso@gmail.com Danilo Araujo Lira araujolira.adv@gmail.com <p>Consiste este estudo em uma análise de discurso da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao fenômeno da uberização. O referido estudo tem como objetivo analisar como o STF está delimitando sua jurisprudência no que concerne ao fenômeno da uberização e os direitos humanos afetados. Na construção do referencial teórico discutiu-se o fenômeno da uberização, bem como os direitos humanos afetados. No desenvolvimento do trabalho, observamos que a formação jurisprudencial não se limita à aplicação técnica da norma, mas na construção de sentidos que articulam direitos humanos fundamentais, sendo que esses marcadores aparecem como estratégias discursivas que legitimam diferentes posicionamentos: ora reforçando a flexibilização contratual e a autonomia empresarial, ora reafirmando a necessidade de proteção mínima e combate à precarização.</p> 2026-01-16T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2852 Gestão intercultural e liderança global em projetos de engenharia multinacionais: uma revisão narrativa 2026-01-17T13:19:17+01:00 Gustavo Cavalcanti da Costa gustavo.costa@exxonmobil.com <p>O presente estudo apresenta uma <strong>revisão narrativa da literatura</strong> sobre a relação entre <strong>gestão intercultural</strong> e <strong>liderança global</strong> em <strong>projetos de engenharia multinacionais</strong>, com o objetivo de compreender como fatores culturais influenciam o desempenho e a integração de equipes técnicas em contextos internacionais. Foram analisados estudos publicados entre 2015 e 2025 em bases científicas reconhecidas, abrangendo abordagens teóricas e práticas sobre competências de liderança, diversidade cultural e modelos de gestão aplicados a equipes globais. Os resultados evidenciaram que a liderança global eficaz requer competências interculturais como empatia, flexibilidade, comunicação e capacidade de adaptação a diferentes estilos de trabalho e valores organizacionais. A diversidade cultural, quando bem administrada, amplia a inovação e a produtividade, mas pode gerar conflitos e barreiras de comunicação se negligenciada. Observou-se ainda uma lacuna teórica na aplicação prática de modelos de liderança intercultural no campo da engenharia, indicando a necessidade de novas investigações voltadas à integração entre cultura, gestão e desempenho técnico. Conclui-se que a gestão intercultural e a liderança global são competências estratégicas para o sucesso organizacional, contribuindo para equipes mais colaborativas, inovadoras e preparadas para os desafios da economia global.</p> 2026-01-17T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026 https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2853 Liderança e cultura de segurança em operações de alto risco (Onshore and Offshore): evidências e melhores práticas internacionais 2026-01-17T13:27:39+01:00 Gustavo Cavalcanti da Costa gustavo.costa@exxonmobil.com <p>O estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da relação entre <strong>liderança e cultura de segurança em operações de alto risco</strong>, com foco nos contextos <strong>onshore e offshore</strong>. Foi conduzida uma <strong>revisão integrativa da literatura</strong>, com abordagem <strong>qualitativa e descritiva</strong>, abrangendo publicações nacionais e internacionais indexadas nas bases Scopus, Web of Science, ScienceDirect, SpringerLink, Taylor &amp; Francis, SciELO e BDTD, no período de <strong>2015 a 2025</strong>. A análise dos doze estudos selecionados permitiu identificar quatro eixos temáticos principais: <strong>estilos de liderança e desempenho de segurança</strong>, <strong>confiança organizacional</strong>, <strong>práticas de gestão e aprendizagem organizacional</strong> e <strong>indicadores de desempenho operacional</strong>. Os resultados demonstraram que <strong>lideranças transformacionais, éticas e colaborativas</strong> promovem maior engajamento dos trabalhadores, comunicação eficaz e fortalecimento da cultura de segurança, enquanto modelos hierárquicos rígidos tendem a limitar o aprendizado e a confiança. Conclui-se que o desenvolvimento de <strong>lideranças orientadas à aprendizagem, à confiança e à valorização humana</strong> constitui elemento essencial para a consolidação de <strong>organizações mais seguras, resilientes e sustentáveis</strong> em setores de alto risco.</p> 2026-01-17T00:00:00+01:00 Copyright (c) 2026