Segurança do teste de velocidade de marcha em idosos hospitalizados: estudo piloto
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v8i19.2822Palavras-chave:
capacidade funcional, idosos hospitalizados, marcha, percepção de esforço, estudo pilotoResumo
Introdução: O envelhecimento associa-se ao declínio da capacidade funcional, frequentemente agravado durante a hospitalização. A velocidade de marcha é um marcador funcional amplamente utilizado em idosos hospitalizados; entretanto, no ambiente hospitalar, é fundamental considerar a segurança do teste, especialmente quanto à ocorrência ou ao agravamento da dispneia. Ainda são escassos estudos que descrevam a segurança e a tolerabilidade do teste de velocidade de marcha nessa população. Objetivo: Avaliar a segurança do teste de velocidade de marcha em idosos hospitalizados, por meio da ocorrência e do agravamento da dispneia, mensurada pela Escala de Borg CR-10, caracterizando um estudo piloto descritivo. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal, de caráter piloto, realizado com nove idosos internados em um hospital público do Distrito Federal. A velocidade de marcha foi avaliada pelo teste de 10 metros, considerando percurso total de 14 metros para aceleração e desaceleração. A percepção de esforço foi mensurada pela escala de Borg CR-10 antes e imediatamente após o teste. Os dados foram analisados por estatística descritiva, utilizando mediana e intervalo interquartil. Resultados: A velocidade de marcha apresentou mediana de 0,76 m/s (IIQ: 0,56–0,84), indicando comprometimento funcional na maioria dos participantes. Seis idosos (66,7%) apresentaram VM ≤ 0,8 m/s. A percepção de esforço pós-teste foi baixa na maior parte da amostra, com variação limitada dos escores, não sendo observada dispneia intensa ou clinicamente relevante após a realização do teste. Conclusão: O teste de velocidade de marcha mostrou-se seguro e bem tolerado em idosos hospitalizados, não estando associado à ocorrência ou ao agravamento clinicamente relevante da dispneia. Esses achados apoiam sua utilização no ambiente hospitalar como ferramenta de avaliação funcional, desde que em condições de estabilidade clínica, e subsidiam a realização de estudos futuros com amostras maiores.
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