A subjetivação na Améfrica Ladina: diálogos possíveis em Frantz Fanon e Lélia González na construção da psicanálise no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2935Palavras-chave:
Psicanálise brasileira, Subjetivação do negro, Frantz Fanon, Lélia Gonzalez, MD MagnoResumo
A discussão proposta por este artigo surgiu de uma disciplina no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará (PPGP/UFC), que abordou a produção da subjetividade. O objetivo do presente trabalho é buscar um diálogo na psicanálise utilizando as contribuições dos autores negros Frantz Fanon e Lélia Gonzalez. A intenção é analisar a influência de Fanon na leitura feita por autoras brasileiras sobre o processo de subjetivação do negro, com um foco particular na racialização. A seguir, faz-se uma transição para a discussão da obra de Lélia González e sua relação com a psicanálise, retomando algumas contribuições fulcrais de MD Magno. A metodologia da pesquisa não se distancia da prática clínica dos pesquisadores e opera uma teorização que não se antecipa à escuta. Dessa forma, as hipóteses apresentadas são resultantes de escuta clínica e não apenas de engajamento em leituras.
Palavras-chave: Psicanálise brasileira; Subjetivação do negro; Frantz Fanon; Lélia Gonzalez; MD Magno.
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