Papel do enfermeiro no pré-natal para prevenção da prematuridade e do baixo peso ao nascer: uma revisão da literatura

Autores

  • Larissa Soares Moraes Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil
  • Julia dos Santos Ferreira Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil
  • Luciana Dias Bassan Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil
  • Willian Roger Dullius Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil https://orcid.org/0000-0003-3144-378X
  • Emanuella Lisboa Baião Lira Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8583-1054
  • Stefane Duarte Goularte Centro universitário Ritter dos Reis (Uniritter), RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3192

Palavras-chave:

Enfermagem, Cuidado Pré-Natal, Nascimento Prematuro, Peso ao Nascer Baixo, Gravidez de Alto Risco

Resumo

A prematuridade e o baixo peso ao nascer são importantes desafios de saúde pública, associados a maior risco de morbimortalidade neonatal e influenciados por fatores clínicos, sociais e assistenciais. O pré-natal constitui estratégia essencial para a prevenção desses desfechos, destacando-se o papel do enfermeiro na detecção precoce de riscos e no cuidado integral à gestante. Objetivo: Analisar, na literatura científica, as ações desenvolvidas pela enfermagem no pré-natal voltadas à prevenção da prematuridade e do baixo peso ao nascer. Método: Revisão integrativa conduzida segundo Whittemore e Knafl (2005). As buscas foram realizadas nas bases BVS e PubMed, com descritores em português, inglês e espanhol, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2024. Seguiu-se o fluxograma PRISMA para seleção dos artigos. A amostra final foi composta por 13 estudos, analisados e sintetizados em quadros descritivos. Resultados: Os estudos evidenciaram quatro eixos principais da atuação da enfermagem: (1) ações clínicas de detecção precoce de riscos, como hipertensão gestacional, infecções, diabetes e alterações cervicais; (2) educação em saúde e orientação sobre hábitos maternos saudáveis; (3) cuidado humanizado, comunicação eficaz e fortalecimento do vínculo com a gestante; e (4) desafios estruturais, como sobrecarga de trabalho e limitações organizacionais que impactam a qualidade do pré-natal. As evidências demonstram que a atuação do enfermeiro contribui significativamente para a redução da prematuridade e do baixo peso ao nascer, especialmente em populações vulneráveis. Conclusão: A enfermagem desempenha papel central na prevenção de desfechos adversos relacionados à gestação, integrando práticas clínicas, educativas e humanizadas que qualificam o pré natal. Entretanto, desafios estruturais persistem, reforçando a necessidade de políticas públicas que valorizem e fortaleçam o trabalho do enfermeiro para a melhoria dos indicadores materno-infantis. a atuação qualificada da enfermagem no pré-natal

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Biografia do Autor

Larissa Soares Moraes, Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Atitus Educação.

Julia dos Santos Ferreira, Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Atitus Educação.

Luciana Dias Bassan, Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Atitus Educação.

Willian Roger Dullius, Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil

Graduado em Enfermagem; Mestre em Psicologia; Doutor em Envelhecimento Humano

Emanuella Lisboa Baião Lira, Faculdade Atitus Educação, RS, Brasil

Graduada em Enfermagem pela Faculdade São Francisco de Barreiras; Mestra em Ciências da Saúde e Biológicas pela Universidade Federal do Vale do São Francisco; Doutoranda em Ciências e Tecnologias em Saúde pela Universidade de Brasília

Stefane Duarte Goularte, Centro universitário Ritter dos Reis (Uniritter), RS, Brasil

Graduanda em Enfermagem pela Centro universitário Ritter dos Reis (Uniritter)

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Publicado

2026-04-22

Como Citar

MORAES, L. S.; FERREIRA, J. dos S.; BASSAN, L. D.; DULLIUS, W. R.; LIRA, E. L. B.; GOULARTE, S. D. Papel do enfermeiro no pré-natal para prevenção da prematuridade e do baixo peso ao nascer: uma revisão da literatura . Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093192, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3192. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3192. Acesso em: 23 abr. 2026.

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