Papel do enfermeiro no pré-natal para prevenção da prematuridade e do baixo peso ao nascer: uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3192Palavras-chave:
Enfermagem, Cuidado Pré-Natal, Nascimento Prematuro, Peso ao Nascer Baixo, Gravidez de Alto RiscoResumo
A prematuridade e o baixo peso ao nascer são importantes desafios de saúde pública, associados a maior risco de morbimortalidade neonatal e influenciados por fatores clínicos, sociais e assistenciais. O pré-natal constitui estratégia essencial para a prevenção desses desfechos, destacando-se o papel do enfermeiro na detecção precoce de riscos e no cuidado integral à gestante. Objetivo: Analisar, na literatura científica, as ações desenvolvidas pela enfermagem no pré-natal voltadas à prevenção da prematuridade e do baixo peso ao nascer. Método: Revisão integrativa conduzida segundo Whittemore e Knafl (2005). As buscas foram realizadas nas bases BVS e PubMed, com descritores em português, inglês e espanhol, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2024. Seguiu-se o fluxograma PRISMA para seleção dos artigos. A amostra final foi composta por 13 estudos, analisados e sintetizados em quadros descritivos. Resultados: Os estudos evidenciaram quatro eixos principais da atuação da enfermagem: (1) ações clínicas de detecção precoce de riscos, como hipertensão gestacional, infecções, diabetes e alterações cervicais; (2) educação em saúde e orientação sobre hábitos maternos saudáveis; (3) cuidado humanizado, comunicação eficaz e fortalecimento do vínculo com a gestante; e (4) desafios estruturais, como sobrecarga de trabalho e limitações organizacionais que impactam a qualidade do pré-natal. As evidências demonstram que a atuação do enfermeiro contribui significativamente para a redução da prematuridade e do baixo peso ao nascer, especialmente em populações vulneráveis. Conclusão: A enfermagem desempenha papel central na prevenção de desfechos adversos relacionados à gestação, integrando práticas clínicas, educativas e humanizadas que qualificam o pré natal. Entretanto, desafios estruturais persistem, reforçando a necessidade de políticas públicas que valorizem e fortaleçam o trabalho do enfermeiro para a melhoria dos indicadores materno-infantis. a atuação qualificada da enfermagem no pré-natal
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