Prevalência e fatores preditores de estresse nos técnicos de enfermagem do estado de Sergipe no período da pandemia de Covid-19

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.8082682

Palavras-chave:

Enfermagem. Estresse Psicológico. Técnicos de Enfermagem. COVID-19.

Resumo

Introdução: A pandemia exigiu dos profissionais de enfermagem turnos exaustivos de trabalho, gerando cansaço e estresse. Objetivo: Identificar a prevalência e os fatores preditores de estresse nos técnicos de enfermagem do estado de Sergipe no período da pandemia de COVID-19. Metodologia: Estudo transversal, quantitativo, com 150 técnicos e auxiliares de enfermagem que trabalhavam com pacientes com COVID-19, em Sergipe (2021-2022), realizado via Google Forms, mediante Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Avaliou-se perfil sociodemográfico e profissional, e aplicou-se o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp – ISSL. Adotou-se teste Qui-Quadrado ou Exato de Fisher, com tamanho de efeito por Razão de Chances (RC). Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob o parecer número 4.578.896. Resultados: A prevalência de estresse foi de 52,7%. Os fatores preditores associados ao estresse foram: receio de ser veículo de infecção (RC=4,15;IC95%=1,09;15,76;p=0,04); conflito em equipe de trabalho (RC=2,36;IC95%=1,20;4,66;p=0,02); conflito familiar (RC=4,03;IC95%=1,96;8,28;p<0,001); duvidar da sua preparação para a pandemia (RC=6,17;IC95%=1,70;22,39;p=0,01); achar provável pegar Covid (RC=2,38;IC95%= 1,07;5,28;p<0,05); ser suspeito ou confirmado para covid-19 (RC=2,14;IC95%= 1,03;4,46;p<0,05); indisponibilidade de Equipamento de Proteção Individual (RC=8,63;IC95%=1,90;39,26;p<0,001); ser envolvido em tomadas de decisão da instituição (RC=2,23;IC95%=1,14;4,35;p=0,02); ansiedade ao estar com paciente covid (RC=3,43;IC95%=1,70;6,91;p<0,001); esgotamento ao final de um dia de trabalho (RC=10,64;IC95%=3,01;37,56;p<0,001); prejuízo na qualidade do sono ou aumento da ansiedade (RC=3,11;IC95%=1,54;6,29;p<0,001). Conclusão: Verificou-se que mais da metade dos técnicos de enfermagem apresentou estresse, sendo alguns dos fatores preditores a carga horária elevada, o receio de infectar-se ou a familiares, e o prejuízo na qualidade de vida.

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Biografia do Autor

Luana Rocha de Souza, Universidade Tiradentes

Lattes

Graduanda em Medicina pela Universidade Tiradentes

Manuela Naiane Lima Barreto, Universidade Tiradentes

Lattes

Graduanda em Medicina pela Universidade Tiradentes

Jefferson Felipe Calazans Batista, Universidade Tiradentes

Lattes

Graduado em Enfermagem. Mestre em Saúde e Ambiente pela Universidade Tiradentes; Doutorando em Saúde e Ambiente pela Universidade Tiradentes

Carla Viviane Freitas de Jesus, Universidade Tiradentes

Lattes

Graduada em Enfermagem pela Universidade Tiradentes; Pós-graduação em MBA em Gestão da Saúde e Administração Hospitalar pela Faculdade Estácio de Sergipe; Doutora em Saúde e Ambiente pela Universidade Tiradentes 

Renata Lima Batalha de Andrade, Universidade Tiradentes

Lattes

Graduada em Medicina pela Universidade Tiradentes

Sônia Oliveira Lima, Universidade Tiradentes

Lattes

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Sergipe (1980), mestrado (1985) e doutorado (1989) em Medicina (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo. Especialização em Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo. Especialização em Ensino Universitário pela UNAERP-SP (1985).

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Publicado

2023-06-26

Como Citar

ROCHA DE SOUZA, L.; LIMA BARRETO, M. N. .; CALAZANS BATISTA, J. F.; FREITAS DE JESUS, C. V. .; LIMA BATALHA DE ANDRADE, R.; OLIVEIRA LIMA, S. Prevalência e fatores preditores de estresse nos técnicos de enfermagem do estado de Sergipe no período da pandemia de Covid-19. Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo, v. 6, n. 13, p. 1010–1023, 2023. DOI: 10.5281/zenodo.8082682. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/646. Acesso em: 23 jul. 2024.

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