Analise da presença do genótipo A2 em um rebanho bovino oriundo do oeste do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v7i14.1220Palavras-chave:
a2a2, Leite, bcm-9, bcm-7, caseínaResumo
O leite é considerado um alimento essencial e completo para todas faixas etárias, no qual contempla uma gama de nutrientes que incluem proteínas, vitaminas e sais minerais, importantes e essências para o desenvolvimento e manutenção do organismo humano. No Brasil, a produção leiteira é significativa, e coloca o país como terceiro maior produtor mundial, representado por cerca de 1 milhão de propriedades de pequeno e médio porte que produzem em média 34 bilhões de litros anualmente. O mercado de lácteos é desafiador, sofrendo pressão para se reinventar devido a demanda dos consumidores que estão sempre em busca de produtos saudáveis, benéficos e seguros. Entre as “inovações” para atender as exigências está o leite A2A2, que se diferencia dos demais pela ausência β-caseína A1, que está associada a problemas de saúde como alergias e desconfortos gastrointestinais. Em contrapartida, a β-caseína A2 sob efeito das enzimas digestórias liberam BCM-9 na qual não apresenta impactos negativos, isso a torna uma opção preferível para indivíduos sensíveis a β-caseína A1. O presente estudo visa fornecer informações sobre o genótipo A2A2, através de uma revisão bibliográfica e objetiva analisar o rebanho de uma propriedade no oeste do Paraná. Foram testadas vacas de diferentes raças e cruzamentos, afim de identificar as fêmeas geneticamente competentes para a produção de leite A2A2. Após as análises, 23,33% desses animais foram diagnosticados como portadores do genótipo A2A2. O conhecimento à cerca da genética do rebanho possibilita a certificação da propriedade e a comercialização do leite A2A2, além de permitir também a possível disseminação desse genótipo, através da reprodução assistida.
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