ESCLARECENDO DÚVIDAS RELACIONADAS A COLETA, CONSERVAÇÃO E TRANSPORTE DE URINA DESTINADA PARA EXAME LABORATORIAL

  • Me.Walquiria Lene dos Santos FACESA-Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires, FACESA, Brasil.
  • Laerte Silva de Oliveira FACESA-Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires, FACESA - GO, Brasil.
Palavras-chave: Infecção urinária, Trato Urinário, EAS, Urocultura

Resumo

A coleta de urina é uma etapa minuciosa, pois se ocorrer mal procedimento nessa fase, bem como: higiene insuficiente, erro de coleta, mal acondicionamento do material e demora no transporte do material até o laboratório, influenciará diretamente no resultado final da amostra e por consequência, gerar resultados falsos-positivos ou falsos-negativos. OBJETIVO: Analisar as principais  dúvidas por parte dos pacientes no que diz respeito ao exame de urocultura. MÉTODOS: O levantamento bibliográfico foi realizado pela internet por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciência de Saúde) e SciELO (Scientific Eletronic Library Online). Na busca dos dados foram utilizados os seguintes descritores para refinamento da amostra: “Urocultura”, “Infecção urinária” e “EAS”. Os critérios de inclusão para a seleção da amostra foram: dimensão temporal entre 2010 e 2017 e que abordassem a temática. Foram excluídos artigos que não contemplavam o objetivo do estudo, os que foram publicados antes de 2010. RESULTADOS: Foi observado que dos quatorze artigos analisados, todos citaram informações relacionadas ao diagnóstico, causas e tratamentos para as infecções urinárias. Todavia, doze dos quatorze (85,71%) não abordaram maneiras ou protocolos que auxiliassem o paciente na fase pré-analítica, a qual incorre a coleta, armazenamento e transporte do material a ser analisado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Faz-se necessária a implantação de atividades que visam a formação, educação de todos os profissionais envolvidos nos processos que antecedem a análise do material. Conclui-se que os erros pré-analíticos sempre vão existir, porém eles podem ser minimizados com o apoio de estratégias de controle de qualidade adotados por todos que trabalham no laboratório clínico.

Biografia do Autor

Me.Walquiria Lene dos Santos, FACESA-Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires, FACESA, Brasil.

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Católica de Goiás (2002) e Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Goiás (2008). Coordenadora do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires. Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires, Integrante do Núcleo Docente Estruturante (NDE), Integrante do Comitê de Ética e Pesquisa da FACESA, Programa de Iniciação Cientifica da FACESA (PIC), Integrante dos Programas de Extensão Benjamim, Programa de Extensão Melhor Idade, Programa de Extensão FACESA, Comando de Saúde nas Empresas e Programa de Extensão Promovendo Saúde nas Escolas. Docente na Faculdades Integradas do Planalto Central - FACIPLAC. Atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem, saúde coletiva, idoso, cuidados, sexualidade

Laerte Silva de Oliveira, FACESA-Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires, FACESA - GO, Brasil.

Farmacêutico Bioquímico, acadêmico da Pós Graduação em Análises Clínicas na Faculdade de Ciências e Educação Sena Aires.

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Publicado
2019-09-20
Como Citar
dos Santos, M. L., & de Oliveira, L. S. (2019). ESCLARECENDO DÚVIDAS RELACIONADAS A COLETA, CONSERVAÇÃO E TRANSPORTE DE URINA DESTINADA PARA EXAME LABORATORIAL. Revista JRG De Estudos Acadêmicos , 2(5), 148-155. Recuperado de http://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/71