FATORES QUE INTERFEREM NO SUCESSO DA REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA E O ENVOLVIMENTO DO ENFERMEIRO NO PROCESSO

  • Dr. Marco Aurélio Ninômia Passo Universidade Paulista (UNIP) - SP
  • Noelma Martins Silva Universidade Paulista (UNIP) - SP
Palavras-chave: infertilidade, reprodução assistida, saúde da mulher, enfermagem.

Resumo

Objetivo: identificar fatores femininos e masculinos que interferem no sucesso da reprodução humana e o envolvimento do enfermeiro no processo. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura mais recente acerca do tema. Através do levantamento de artigos nas bases de dados LILACS e SCIELO. Resultados: foram selecionados 14 artigos que mais se adequam a proposta do trabalho. Esse foram separados e organizados em categoria onde foi consolidado os diversos conhecimentos a respeito do tema proposto, interligando-os pontualmente afim de compreender as alterações encontradas pelos diferentes autores. Conclusão: Ao analisar os estudos, foram evidenciados que o insucesso no tratamento de reprodução humana assistida pode associar-se a fatores como: idade, espessura de endométrio, qualidade espermática, entre outros. Quanto a atuação da enfermagem é possível confirmar que a mesma é de grande importância. Porém, destaca-se a necessidade que a equipe busque por mais aperfeiçoamento.

Biografia do Autor

Dr. Marco Aurélio Ninômia Passo, Universidade Paulista (UNIP) - SP

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Católica de Brasília (2006), mestrado em Ciências Genômicas e Biotecnologia pela Universidade Católica de Brasília (2009). Doutor em Biologia Molecular pela Universidade de Brasília (2014). Bolsista de mestrado e doutorado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Professor Titular da Universidade Paulista (UNIP-DF) e do Centro Universitário ICESP. Atua principalmente nas seguintes áreas: Biologia Molecular, Biologia Celular, Genética, Bioquímica, Microbiologia, Imunologia, Patologia, Biotecnologia e Metodologia científica

Noelma Martins Silva, Universidade Paulista (UNIP) - SP

Enfermeiro(a) pela Universidade Paulista, Brasília-DF, Brasil.

Referências

1. Pavan JN, Aarestrup JR, Bertoldi C. Reprodução assistida: uma pesquisa junto aos profissionais da área. Rev. Bras. Edu. Saúde. 2013; 3(3): 31-6.

2. Dentillo DB. Reprodução humana: cresce demanda por tratamento de infertilidade, mas o acesso ainda é caro e seletivo. Cienc. Cult. 2012; 64(4):10-11.

3. Redação Época, com agencia EFE. Criador de bebê de proveta ganha Nobel de medicina. Disponível em Acesso em: 29 março de 2019.

4. BRASIL. Mistério da saúde. Portaria de n 426/GM, de 22 de março de 2005. Institui, no âmbito do SUS, a política nacional de atenção integral em reprodução humana assistida e dá outras providencias. Disponível em: .

5. Fontenele CV. Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe? Maternidade e reprodução humana assistida em mulheres laqueadas (tese doutorado em Saúde Pública). São Paulo: Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo; 2010.

6. Marques PP, Morais NA. A vivencia de casais inférteis diante a tentativa exitosa de reprodução assistida. Avances en Psicología Latinoamericana. 2018; 36(2): 299-314.

7. Gradvohl SMO, Osis MJD, Makuch MY. Características de homens e mulheres que buscam tratamento para infertilidade em serviço público de saúde. Reprodução & Climatério. Rev. SBRH. 2013;28(1):18–23.

8. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de orientação: reprodução humana. São Paulo: Febrasgo, p. 89‐94, 2011.

9- Oliveira NS, Santos TRM, Santos DN, Barreto CS. Santos BPP. Considerações sobre infertilidade masculina. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde – UNIT. 2013;1(2): 21-26

10. Carvalho JL, Santos A. Estudo Afrodite: Caracterização da infertilidade em Portugal. 2009. Recuperado de http://static.publico.pt/docs/sociedade/AfroditeInfertilidade.pdf.

11. Gomes D. Intervenções do enfermeiro especialista nas alterações psicossociais manifestadas por casais com problemas de infertilidade. Revista evidencia. 2016; (3):32-44

12. Moraes PF, Gigante LP, Ferrari NA, Mattos ALG. Evolução de casais inférteis por um período de até 10 anos. Rev AMRIGS. 2015; 48 (4):230–234.

13. Yolanda MM, Filetto NJ. Procedimentos de fertilização in vitro: experiência de mulheres e homens.  Psicol. Estud. 2010; 15(4): 771-779.

14. Sampaio RF, Mancini MC, estudo de revisão sistemática: um guaia para síntese criteriosa da evidencia cientifica. Rer. Bras. Fisioter. 2007; 11(1):83-9

15. Sampaio RF, Mancini MC, estudo de revisão sistematica: um guaia para síntese criteriosa da evidencia cientifica. Rer. Bras. Fisioter. 2007; 11(1):83-9

16. EsteveS SC. Efficacy, efficiency and effectiveness of gonadotropin therapy for infertility treatment. MedicalExpress 2015; 2(3):1–11.

17. Esteves SC. Bento FC. Implementation of air quality control in reproductive laboratories in full compliance with the brazilian cells and germinative tissue directive. Reproductive BioMedicine Online. 2013: 26(1):9–21.

18. Gontijo E. Comparação do sucesso na produção e qualidade de embriões entre um laboratório convencional e um laboratório iso 5/7 e fatores relacionados a gravidez (tese pós-graduação em ciências da saúde). Goiânia: Universidade Federal de Goiás; 2016.

19. Samrsla M, Nunes JC, Kalume C, Cunha AC, Garrafa V. Expectativa de mulheres à espera de reprodução assistida em hospital público do DF - estudo biótico. Rev Assoc Med Bras. 2007;53(1):47-52.

20. Bayrampour H, Heaman M, Duncan KA, Tough S. Advanced maternal age and risk perception: a qualitative study. BMC Pregnancy Childbirth. 2012; 12;100.
21. Gontijo EGL, Silva MG, Aprobatto MS. Fatores Relacionados ao Sucesso da Fertilização Assistida em Pacientes Atendidos em um Laboratório de Reprodução Humana (tese doutorado em ciências da saúde). Goiânia: Universidade Federal de Goiás; 2018.

22. Fernandes LB, Arruda JT, Approbato MS, García-Zapata MT. Infecção por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: fatores associados à infertilidade em mulheres atendidas em um serviço público de reprodução humana. Rer. Bras. Ginecol. Obstet. 2014; 36(8):353-358.

23. Pasquali R, Patton L, Gambineri A. Obesity and infertility. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 2007;14(6):482–7. Disponivel

24. Leary C, Leese HJ, Sturmey RG. Os embriões humanos de mulheres com sobrepeso e obesas exibem anormalidades fenotípicas e metabólicas. Hum Reprod. 2015; 30: 122-132.

25. Barbosa DAS, Oliveira AM. Endometriose e seu impacto na fertilidade feminina. Rev. Acadêmica do Instituto de Ciências da Saúde. 2015; 1(1): 43-56.

26. Silva GM, Diniz AL, Bernardino Neto M, Marcolini TT, Perillo LC, Pires WP, Pessoa SM. Número de folículos antrais e o sucesso da fertilização in vitro: uma análise multivariada. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. 2014; 36(10): 473-479.

27. Muttukrishna S, Mcgarrigle H, Wakim R. Antral follicle count antimullerian hormone inhibin B: predictors of ovarian response in assisted reproductive technology? BJOG, 2005; 113(1):1384–1390.

28. Haadsma ML, Bukman A, Groen H, Roeloffzen EM. Groenewoud ER, Heineman MJ, et al. The number of small antral follicles (2-6 mm) determines the outcome of endocrine ovarian reserve tests in a subfertile population. Hum Reprod. 2007 22(7):1925-31.

29. Adibi A, Mardanian F, Hajiahmadi S. Comparison of ovarian volume and antral follicle count with endocrine tests for prediction of responsiveness in ovulation induction protocols. Adv Biomed Res. 2012; 1:71.

30. Lukaszuk K, Kunicki M, Lis SJ, Lukaszuk M, Jakiel G. Use of ovarian reserve parameters for predicting live births in women undergoing in vitro fertilization. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2013;168(2);173–177.

31. Pinto MALA, Impacto da idade na fertilidade masculina (dissertação de mestrado). Porto: Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto; 2017.

32. Sengupta P. Reviewing reports of semen volume and male aging of last 33 years: From 1980 through 2013. Asian Pacific J Reprod. 2015;4(3):242-246.

33. Eskenazi B, Wyrobek AJ, Sloter E, Kidd SA, Moore L, Young S, et al. The association of age and semen quality in healthy men. Hum Reprod. 2003; 18:447-454.

34. Lopez VV, Pinto G, Correia S. Influência de alguns fatores de prognóstico nos resultados obtidos após 567 ciclos de fecundação in vitro consecutivos. Revista iberoamericana de fertilidad, 2010; 27(6):499–510.

35. Cunha GBL. Enfermagem reprodução e humana: uma associação para a vida. (Trabalho de conclusão de curso). Faculdade de Educação e Meio Ambiente-FAEMA Ariquemes-RO; 2018.

36. Matos FM, Figueiredo NZ, Melo CF, Baião DC. Aspectos emocionais de brasileiros que se submetem à inseminação artificial. Perspectivas ema psicologia. 2017; 14(1):96-104.

37. Costa T, Pedrosa M, Goldman CW, Souza MCB. Desafios da educação continuada em saúde reprodutiva: integração multiprofissional e inclusão tecnológica. JBRA Assist. Reprod. 2010; 14(4):24-28.

38. Mohamed RPS. Representações sociais de enfermeiros da área de saúde sexual e reprodutiva sobre reprodução humana assistida (Dissertação de Mestrado). Rio de janeiro: Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2015.
Publicado
2019-10-25
Como Citar
Ninômia Passo, D. M. A., & Noelma Martins Silva. (2019). FATORES QUE INTERFEREM NO SUCESSO DA REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA E O ENVOLVIMENTO DO ENFERMEIRO NO PROCESSO. Revista JRG De Estudos Acadêmicos , 2(5), 208-225. Recuperado de http://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/80