A RELEVÂNCIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DIANTE DA VIOLÊNCIA OBSTETRICA NO PARTO NATURAL

  • Diego de Sousa Pontes Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas – FIESC/UNIESP - TO
  • Amanda Silva Carvalho Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.
  • Hemilly Francisca de Sousa Santos Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.
  • Karollayne Soares Lima Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.
  • Me. Mikael Henrique de Jesus Batista Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.
Palavras-chave: Assistência. Gestante. Trauma.

Resumo

No Brasil, diariamente as mulheres sofrem com algum tipo de violência praticada durante o processo de parto. Diferente do que muitos imaginam, a violência obstétrica abrande todos os tipos de agressões realizadas contra a parturiente e seu recém-nascido durante o trabalho de parto, pós parto ou mesmo abortamento. Diante, de tantos casos de Violência Obstétrica, diversas mulheres já ver o parto como um momento bastante doloroso e traumático, devido principalmente as multíplices de intervenções realizadas e a violação dos direitos da mulher. Objetivo: O objetivo do presente estudo é descrever conforme a literatura consultada qual é a atuação do enfermeiro frente a prevenção da Violência Obstétrica. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão literária realizada em 2019, com artigos dos anos 2014 até 2019, utilizando como questão norteadora: “Quais os principais tipos de violência obstétrica que mais ocorre nas maternidades brasileiras, e como que é feito para mudar tal situação?”. Resultados: Foram selecionados 15 artigos através da busca com os descritores e palavras chave nas bases de dados Lilacs e Scielo. As informações foram categorizadas em: Funções do enfermeiro frente a prevenção da violência Obstétrica, Principais tipos de violência obstétrica realizada na maternidades brasileiras e comunicação do enfermeiro com a parturiente. Conclusão: O presente estudo evidenciou que as mulheres brasileiras ainda sofrem muito com a violência obstétrica e que mesmo diante do emprego de orientações pelo Ministério da Saúde as condutas inoportunas ainda continuam sendo praticadas o que remete a necessidade de mais conscientização acerca dessa temática pelos enfermeiros que são responsáveis por essas equipes. Os traumas deixados pelos momentos de violação dos direitos das mulheres durante o parto geram dor, sofrimento e medo, fazendo com que a mulher lembre-se do acontecimento de forma negativa.

Biografia do Autor

Diego de Sousa Pontes, Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas – FIESC/UNIESP - TO

Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí (2015). Atualmente é professor de ensino superior - UNIESP Faculdade Integrada de Ensino Superior de Colinas e técnico administrativo em educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins - IFTO. 

CV: http://lattes.cnpq.br/7457564532796129

Amanda Silva Carvalho , Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.

Graduanda do Curso de Bacharel em Enfermagem da Faculdade de Colinas do Tocantins. amandasilva52@live.com

CV: http://lattes.cnpq.br/7473357384960446

Hemilly Francisca de Sousa Santos, Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.

Graduanda do Curso de Bacharel em Enfermagem, da Faculdade de Colinas do Tocantins. hemilly.enf@hotmail.com

CV: http://lattes.cnpq.br/3860901035839762

Karollayne Soares Lima, Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.

Graduanda do Curso de Bacharel em Enfermagem, da Faculdade de Colinas do Tocantins. karollaynesoareslima@gmail.com

CV: http://lattes.cnpq.br/6683559435400460

Me. Mikael Henrique de Jesus Batista, Faculdade de Colinas do Tocantins-UNIESP -TO, Brasil.

Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com Pós-Graduação em Terapia Intensiva Geral (UTI) e Urgência e Emergência, ambas pelo Centro Goiano de Ensino, Pesquisa e Pós-graduação-CGESP. Mestre em Ensino em Ciências e Saúde pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Enfermeiro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, Campus Colinas do Tocantins (IFTO). No decorrer da graduação foi bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET- Enfermagem) e bolsista do programa de iniciação cientifica PIBIC. Possui experiência com projetos de ensino, pesquisa e extensão, saúde publica, saúde do trabalhador e saúde mental. Participante do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Gestão e Atenção à Saúde do Trabalhador - NEGEAST, sob liderança do Professor Doutor Luiz Almeida da Silva. Email: mikael.gyn@hotmail.com; mikael.batista@ifto.edu.br

CV: http://lattes.cnpq.br/5922893922086911

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Publicado
2019-11-22
Como Citar
Pontes, D. de S., Silva Carvalho , A., de Sousa Santos, H. F., Soares Lima, K., & de Jesus Batista, M. M. H. (2019). A RELEVÂNCIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DIANTE DA VIOLÊNCIA OBSTETRICA NO PARTO NATURAL. Revista JRG De Estudos Acadêmicos , 2(5), 326-339. Recuperado de http://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/89

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