DA TEORIA À PRÁTICA: CASO DO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA ALUNOS CEGOS NUMA ESCOLA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.4404863

Palavras-chave:

Tecnologia Assistiva, Ensino e Aprendizagem de Matemática, Alunos Cegos.

Resumo

A utilização da Tecnologia Assistiva (TA) traz significados relevantes no processo de ensino e aprendizagem da matemática para alunos com e sem deficiência. A TA engloba recursos, metodologias, estratégias e práticas pedagógicas capazes de ajudar na eficácia do processo educacional visando garantir autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social dos alunos com deficiência. Diante da importância da TA surge a necessidade de averiguar as facilidades e dificuldades dos professores ao utilizá-las na rotina escolar. Este artigo tem como objetivo investigar e avaliar o uso da TA no processo de ensino e aprendizagem da matemática dos alunos cegos do ensino fundamental em classes regulares. A metodologia, de natureza qualitativa, utilizou a entrevista com a Coordenação Pedagógica de uma Escola Classe localizada no Plano Piloto em Brasília-DF sobre o uso da TA nas aulas de matemática, para a produção de dados. Nos resultados desta pesquisa percebe-se como o uso da TA pode contribuir com as práticas pedagógicas, no processo de ensino e aprendizagem da matemática como facilitadores da compreensão e desenvolvimento dos conteúdos além de promover a inclusão escolar.

Biografia do Autor

Marília Rafaela Oliveira Requião Melo Amorim, Universidade Católica de Brasília, UCB, DF, Brasil.

Mestranda em Educação – Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília. Lattes: lattes.cnpq.br/6722206010721448, Orcid: https://orcid.org/0000-0003-3914-7950,  E-mail: lilarafa@gmail.com

Thaís Ribeiro dos Santos Pessoa, Universidade Católica de Brasília, UCB, DF, Brasil.

Mestranda em Educação – Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8328187143996533, Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2193-9319, E-mail: thaisrspessoa@gmail.com

Pricila Kohls dos Santos, Universidade Católica de Brasília, UCB, DF, Brasil.

Doutora em Educação – Docente e Pesquisadora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3519065110625875,      Orcid: http://orcid.org/0000-0002-3349-4057, E-mail: pricila.kohls@gmail.com

Referências

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. Disponível em: https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_18.02.2016/art_208_.asp. Acesso em: 8 out. 2019.

BRASIL. Lei nº 8.069 de 13 de Julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 8 out. 2019.

BRASIL. Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 8 out. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Benjamim Constant. O IBC. 2019. Disponível em: http://www.ibc.gov.br/o-ibc. Acesso em: 8 out. 2019.

BRASIL. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva. Brasília: CORDE, 2009.

BRUNO, Marilda Moraes Garcia. A inclusão educacional de pessoas com deficiência: limites e desafios para a cultura escolar. In: Aprendizagem, Comportamento e Emoções na infância e adolescência: uma visão transdisciplinar. Organização: Elisabete Castelon Konkiewitz. Dourados: Editora UFGD, 2013. Disponível em: http://cienciasecognicao.org/neuroemdebate/?p=3055. Acesso em: 8 out. 2019.

FADERS. Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul. Disponível em: http://www.portaldeacessibilidade.rs.gov.br/servicos/21/1274. Acesso em: 8 out. 2019.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2014.

GRASSI, Tânia Mara. A inclusão e os desafios para a formação de docentes: uma reflexão necessária. Acesso, v. 20, n. 12, p. 2018, 2018. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1376-8.pdf. Acesso em: 10 nov. 2019.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar. O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

MARCELLY, L. Do improviso às possibilidades de ensino: estudo de caso de uma professora de matemática no contexto da inclusão de estudantes cegos. 2015. 194 f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) - Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/136763. Acesso em: 10 nov. 2019.

MIRANDA, Edinéia Terezinha de Jesus. O aluno cego no contexto da inclusão escolar: desafios no processo de ensino e de aprendizagem de matemática. 2016. 167f. Dissertação (Mestrado em Educação para a Ciência) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2016. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/139502. Acesso em: 10 nov. 2019.

MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 6. ed. Campinas: Papirus, 2000.

OLIVEIRA, Cristiane Coppe; MARIM, Vlademir. (Orgs). Educação Matemática - Contextos e Práticas Docentes - 2ª Ed. Editora Alínea, 2014.

ONG VIDA BEM VIVIDA. O que é inclusão educacional. Publicado pelo canal Ide Castilho. 2016. 1 vídeo (3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4tCv-ClJOgs. Acesso em: 10 nov. 2019.

PORTAL EDUCAÇÃO. O que é inclusão escolar? Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/conteudo/o/71911. Acesso em: 8 out. 2019.

PRADO, Renata Beatriz de Souza. Tecnologia assistiva para o ensino da matemática aos alunos cegos: o caso do centro de apoio pedagógico para atendimento às pessoas com deficiência visual. 2013. 144f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências Naturais e Matemática) - Universidade Federal de Sergipe. São Cristóvão, Sergipe. Disponível em https://ri.ufs.br/handle/riufs/5162. Acesso em: 8 out. 2019.

PROJETO DosVox. Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/. Acesso em: 8 out. 2019.

SALVINO, L. G. M. Tecnologia assistiva no ensino de Matemática para um aluno cego do Ensino Fundamental: Desafios e possibilidades. 2017. 157f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática - PPGECEM) - Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, 2017. Disponível em: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/2906. Acesso em: 8 out. 2019.

SILUK, Ana Cláudia Pavão. Atendimento Educacional Especializado: Contribuições para a Prática Pedagógica. 1 ed. Santa Maria: Laboratório de pesquisa e documentação. Universidade Federal de Santa Maria: UFSM, 2014.

SPLETT, Elisa Seer. Inclusão de alunos cegos nas classes regulares e o processo de ensino e aprendizagem de matemática. 2015. 104f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) - Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/6755. Acesso em: 8 out. 2019.

Publicado

2020-12-31

Como Citar

Amorim, M. R. O. R. M. ., Pessoa, T. R. dos S. ., & Santos, P. K. dos . (2020). DA TEORIA À PRÁTICA: CASO DO ENSINO DA MATEMÁTICA PARA ALUNOS CEGOS NUMA ESCOLA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL. Revista JRG De Estudos Acadêmicos, 3(7), 834–848. https://doi.org/10.5281/zenodo.4404863