Limites à mundividência na formação do psicanalista: a topologia e o paradigma paterno na psicanálise
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2908Palavras-chave:
Psicanálise, Mundividência, Topologia, Paradigma paterno, Formação do psicanalistaResumo
Este artigo resulta de uma inquietação diante do apagamento da dimensão da aposta na psicanálise no atual contexto da falsa democratização da disciplina, a qual resulta numa transmissão mercadológica dessa prática. O texto parte da noção de incompletude dessa área topológica desde Freud, com uma definição que não apaga sua recolocação em questão mesmo através do uso do artifício topológico, pois a topologia não fornece uma mundividência. Para tanto, um exame da relação entre psicanálise, ciência e topologia será feito. A metodologia da pesquisa segue a trilha da vinculação entre prática, clínica e teoria, recolocando assim a topologia como limitada pela dimensão sexual da psicanálise, em sua teorização e prática. Além disso, será abordada brevemente a história da psicanálise lacaniana em solo brasileiro e alguns percalços que psicanalistas tiveram diante da mesma e do paradigma paterno que paira em qualquer dispositivo que julgue fornecer uma formação em psicanálise.
Palavras-chave: Psicanálise; Mundividência; Topologia; Paradigma paterno; Formação do psicanalista.
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