A utilização do sulfato ferroso no tratamento de anemia ferropriva em crianças: uma revisão integrativa da literatura

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2850

Palabras clave:

Deficiência de ferro, sulfato ferroso, crianças

Resumen

Introdução: O ferro é um micronutriente essencial para o funcionamento do organismo, sendo responsável por diversos fatores biológicos (transporte de oxigênio, síntese de hemoglobina, processos metabólicos e enzimáticos). Em crianças a deficiência de ferro pode afetar o desenvolvimento cognitivo, a imunidade biológica e o crescimento, quando a deficiência de ferro e muito elevada pode resultar no desenvolvimento da anemia ferropriva. Considerada uma patologia de alta prevalência mundial, exigindo uma atenção maior para a saúde pública. O sulfato ferroso é um medicamento amplamente utilizado no tratamento da deficiência de ferro devido a sua eficácia na reposição dos estoques de ferro do corpo. Material e Métodos: Esse trabalho trata-se de uma revisão integrativa da literatura, tendo como objetivo juntar e avaliar as evidencias cientificas em relação ao sulfato ferroso no tratamento de crianças com anemia por deficiência de ferro (ADF). Foram realizadas as buscas nas bases de dados PubMed, LILACS, SciELO e Scopus, entre os anos de 2019 a 2025, no idioma inglês e utilizando os seguintes descritores “Deficiência de ferro”, “sulfato ferroso” e “crianças”. Logo após a utilização dos criterios de inclusão e exclusão, os artigos passaram por uma avaliação envolvendo a leitura dos titulos, dos resumos e dos textos completos, ao final das analises foram escolhidos 6 artigos. Resultados e Discussão: Foram encontrados 28 artigos científicos referentes ao tema abordado após a utilização dos filtros, dos quais apenas 6 foram selecionados. Após a análise desses artigos foi confirmado que o medicamento sulfato ferroso funciona muito bem no tratamento da deficiência de ferro e na anemia ferropriva no público infantil, também foi apresentado que tanto a hemoglobina (Hb) quanto a ferritina sérica, mesmo com baixas doses (3 mg/kg/dia) teve um aumento significativo em seus parâmetros hematológicos. Quando comparado com outras opções terapêuticas, como probióticos, complexo de polimaltose, lactoferrina e ferro heme, foi descrito que mesmo que essas opções de tratamento apresentem um perfil melhor em relação aos efeitos colaterais ou vantagens nos parâmetros secundários, o sulfato ferroso consegue se manter como uma boa opção devido o seu desempenho superior ou equivalente nos principais desfechos hematológicos. Outro ponto, se dá através de diversas formas de pesquisa (Ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos multicêntricos) que reforçam que o sulfato ferroso e eficaz em crianças com anemia ferropriva e crianças com deficiência de ferro não anêmico, embora apresente limitação envolvendo efeitos adversos gastrointestinais, o sulfato ferroso continua a ser o tratamento padrão, com boa tolerabilidade, eficácia, custo/benefício e é considerado amplamente recomendado para o manejo da anemia ferropriva pediátrica. Conclusões: É evidente que o tratamento com sulfato ferroso é bastante eficaz contra a deficiência de ferro e a anemia ferropriva em bebês e crianças. Devido a sua elevada biodisponibilidade no organismo, possui um baixo custo de mercado e de fácil administração por via oral. Apesar dos efeitos colaterais gastrointestinais presentes no medicamento ele demonstra possuir uma boa aceitabilidade clínica no tratamento da anemia ferropriva e é amplamente respaldado por evidências científicas.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Ruan Ferreira Ribeiro, Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia – FAM, PA, Brasil

Graduando em Farmácia pela Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM).

Allan Carlos da Silva Tiago, Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia – FAM, PA, Brasil

Bacharel em Farmácia, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Pará, professor e coordenador do Curso de Bacharelado em Farmácia da Faculdade de Educação e Tecnologia da Amazônia (FAM).

Citas

AMROUSY, Doaa El et al. Lactoferrin for iron-deficiency anemia in children with inflammatory bowel disease: a clinical trial. Pediatric Research, v. 92, n. 3, p. 762–766, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35681097/. Acesso em: 07 set. 2024.

ARULPARITHI, Cuddalore Subramanian; ARUNBABU, Thirunavukkarasu; MANJANI, Sekar. Iron Preparations in the Management of Iron Deficiency Anemia in Infants and Children: A Systematic Review and Meta-Analysis. Indian Pediatrics, v. 60, n. 9, p. 752-758, 2023. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37209050/. Acesso em: 07 set. 2024.

BAH, Mamadou et al. Heme iron compared with ferrous iron salts to treat iron deficiency anemia in Gambian children: a randomized controlled trial. The American Journal of Clinical Nutrition, v. 122, n. 4, p. 997–1005, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40803493/. Acesso em: 15 nov. 2025.

BRITO, Maria Eduarda de Sá Moura e et al. Fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da anemia ferropriva: Uma revisão de literatura. Revista de Casos e Consultoria, v. 12, n. 1, p. e23523, 2021. Disponivel em: https://periodicos.ufrn.br/casoseconsultoria/article/view/23523. Acesso em: 13 out. 2024.

CÓRDOBA, Antonio Carlos; CAMILO, Paulo Da Cunha. Atenção farmacêutica na anemia ferropriva. Revista Científica Unilago, v. 1, n. 1, 2022. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/304. Acesso em: 15 ago. 2024.

NOGUEIRA-DE-ALMEIDA, Carlos Alberto et al. Prevalence of childhood anaemia in Brazil: still a serious health problem: a systematic review and meta-analysis. Public Health Nutrition, v. 24, n. 18, p. 6450–6465, 2021. Disponivel em: https://www.cambridge.org/core/journals/public-health-nutrition/article/prevalence-of-childhood-anemia-in-brazil-still-a-serious-health-problem-a-systematic-review-and-metaanalysis/2F021AACD19F7A01CD7BFF3F81C7C198. Acesso em: 13 out. 2024.

PARKIN, Patricia C. et al. Randomized Trial of Oral Iron and Diet Advice versus Diet Advice Alone in Young Children with Nonanemic Iron Deficiency. The journal of pediatrics, v. 233, p. 233-240.e1, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33548262/. Acesso em: 07 set. 2024.

ROSEN, Gerald M. et al. Use of a Probiotic to Enhance Iron Absorption in a Randomized Trial of Pediatric Patients Presenting with Iron Deficiency. The journal of pediatrics, v. 207, p. 192-197.e1, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30732996/. Acesso em: 10 set. 2024.

SAKAMOTO, Luiz Maçao. Estudo comparativo entre os aumentos das ferremias, determinados sem a administração prévia de ferro: após as administrações de sulfato ferroso, e complexo ferro-peptídeo. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-15072003-122244/pt-br.php. Acesso em: 16 out. 2024.

SOUZA, Marcela Tavares de; SILVA, Michelly Dias da; CARVALHO, Rachel de. Integrative review: what is it? How to do it? Einstein, v. 8, n. 1, p. 102–108, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/eins/a/ZQTBkVJZqcWrTT34cXLjtBx/?lang=en. Acesso em: 07 set. 2024.

TEIXEIRA, André Luiz Gomes et al. Anemia ferropriva: aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos. Rev Med, 2024. Disponível em: https://www.revista.usp.br/revistadc/article/download/221582/204566/693598. Acesso em: 11 nov. 2024.

WEGIER, Lidia Pachuta et al. Ferrous sulfate oral solution in young children with iron deficiency anemia: An open‐label trial of efficacy, safety, and acceptability. Pediatrics International: Official Jornal Of The Japan Pedatric Society, v. 62, n. 7, p. 820–827, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32191814/ . Acesso em: 10 set. 2024.

Publicado

2026-01-16

Cómo citar

RIBEIRO, R. F.; TIAGO, A. C. da S. A utilização do sulfato ferroso no tratamento de anemia ferropriva em crianças: uma revisão integrativa da literatura . JRG Journal of Academic Studies , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e092850, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.2850. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2850. Acesso em: 19 ene. 2026.

ARK