Quando o cuidado adoece: impactos do burnout em enfermeiros de pronto-socorro
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2955Palabras clave:
Burnout, Enfermagem, Pronto-socorro.Resumen
Este estudo aborda a Síndrome de Burnout como consequência do estresse ocupacional crônico, com elevada relevância entre enfermeiros que atuam em pronto-socorro, ambiente marcado por alta demanda, imprevisibilidade, pressão decisória e intensa carga emocional. O objetivo foi analisar quando o cuidado adoece e seus impactos da síndrome de burnout em enfermeiros de pronto-socorro. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, voltada à síntese crítica de evidências provenientes de estudos com diferentes delineamentos metodológicos. O referencial teórico considera o burnout em dimensões como exaustão emocional, despersonalização e redução da realização profissional, além de modelos explicativos baseados no desequilíbrio entre exigências do trabalho e recursos disponíveis. Os achados discutem que condições laborais adversas como jornadas prolongadas, superlotação, escassez de recursos e exposição repetida a eventos críticos favorecem o adoecimento, com repercussões físicas e psíquicas (fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, depressão) e prejuízos à qualidade de vida. Também são destacados efeitos na assistência, como redução de empatia e comunicação, além de maior risco de falhas e erros, bem como impactos organizacionais (absenteísmo, licenças e rotatividade). Conclui-se que a síndrome é multifatorial e demanda estratégias institucionais integradas, incluindo dimensionamento adequado de pessoal, apoio psicológico, capacitação para manejo do estresse e políticas de valorização profissional, visando proteger o trabalhador e a segurança do cuidado.
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