Brinquedoteca hospitalar e seus efeitos na humanização da assistência à criança internada: revisão integrativa

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3191

Palabras clave:

Criança Hospitalizada, Jogos e Brinquedos, Humanização da Assistência, Pediatria

Resumen

Objetivo: Analisar os efeitos da brinquedoteca hospitalar no processo de internação, recuperação física e emocional da criança internada. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, LILACS e PubMed, em abril de 2026. A estratégia de busca agrupou descritores (DeCS/MeSH) e termos livres em três eixos principais: população (ex: "Child, Hospitalized", "pediatric"), intervenção (ex: "Play Therapy", "hospital playroom") e desfecho (ex: "Patient-Centered Care", "anxiety"), combinados rigorosamente pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos estudos originais publicados entre 2016 e 2026, disponíveis na íntegra e relacionados à temática. A seleção seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA. Resultados: Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, remoção de duplicatas e leitura de títulos e resumos, 31 estudos foram selecionados para leitura na íntegra. Desta etapa, 13 foram excluídos, restando 18 estudos que compuseram a amostra final. Discussão: A brinquedoteca reduz a ansiedade, o medo e o sofrimento, favorecendo a adaptação da criança, a manutenção do desenvolvimento infantil e o fortalecimento do vínculo com a equipe e familiares, embora a prática ainda esbarra em limitações de infraestrutura e capacitação profissional. Conclusão: As atividades lúdicas configuram-se como estratégias terapêuticas eficazes, sendo essenciais para a humanização da assistência pediátrica e para a promoção do bem-estar físico, emocional e social da criança internada.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Daniela Mendes Soares, Universidade Tiradentes, SE, Brasil

Graduanda em 2026 pela Universidade Tiradentes.

Rosemar Barbosa Mendes, Universidade Federal de Sergipe, SE, Brasil

Graduada em 1989. Mestra em 2005.

Tássia Virgínia de Carvalho Oliveira, Universidade Tiradentes, SE, Brasil

Graduada em 2009. Mestra em 2013.

Citas

Mitre RMA, Gomes R. A promoção do brincar no contexto da hospitalização infantil como ação de saúde. Cienc Saude Coletiva. 2004;9(1):147-54.

Paula EMAT, Foltran EP. Brinquedoteca hospitalar: direito das crianças e dos adolescentes hospitalizados. Rev Conexão UEPG. 2007;3:22-5.

Chaves PC. Projeto brinquedoteca hospitalar “Nosso Cantinho”: relato de experiência de brincar. In: Anais do 7º Encontro de Extensão da UFMG; 2004; Belo Horizonte. Belo Horizonte: UFMG; 2004.

Corrêa L. Brinquedoteca hospitalar: um convite a brincar [Monografia]. São José do Rio Preto: Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto; 2007.

Angelo TS, Vieira MRR. Brinquedoteca hospitalar: da teoria à prática. Arq Cienc Saude. 2010;17(2):84-90.

Abrão JLF, et al. Que brincadeira é essa? A brinquedoteca móvel no hospital. In: Anais do XIX Encontro de Psicologia; 2006; Assis. Assis: UNESP; 2006.

Benazeera P, Aranha PR. Nurse-led play intervention on hospitalization anxiety, fear among children admitted to a tertiary care hospital. J Educ Health Promot. 2025.

Abdi K, et al. Effect of play therapy and storytelling on the anxiety level of hospitalized children: a randomized controlled trial. BMC Complement Med Ther. 2025;25(1).

Li WHC, Chung JOK, Ho KY, Kwok BMC. Play interventions to reduce anxiety and negative emotions in hospitalized children. BMC Pediatr. 2016;16(1):36.

Silva SGT, et al. Influence of Therapeutic Play on the anxiety of hospitalized school-age children: Clinical trial. Rev Bras Enferm. 2017;70(6):1244-9.

Ferreira AR, et al. Brincando para continuar a ser criança e libertar-se do confinamento da hospitalização em precaução. Esc Anna Nery. 2018;22(2).

Carvalho TGP, et al. O brincar durante o período de hospitalização para tratamento de câncer pediátrico. Licere. 2020;23(4):299-319.

Paixão AB, et al. Importância das atividades lúdicas na terapia oncológica infantil. CuidaArteEnferm. 2016.

Sposito AMP, et al. O melhor da hospitalização: contribuições do brincar para o enfrentamento da quimioterapia. Av Enferm. 2018;36(3):328-37.

Coelho HP, et al. Percepção da criança hospitalizada acerca do brinquedo terapêutico instrucional na terapia intravenosa. Esc Anna Nery. 2021;25(3).

Santos RSFV. Brinquedos terapêuticos ajudam crianças a enfrentar o medo e a dor da punção venosa. SciELO em Perspectiva. 2020.

Dantas FA, et al. Brinquedo terapêutico na administração de medicação endovenosa em crianças: estudo exploratório. Online Braz J Nurs. 2016;15(3):454-65.

Lemos ICS, et al. Brinquedo terapêutico no procedimento de punção venosa: estratégia para reduzir alterações comportamentais. Rev Cuid. 2016;7(1):1163-70.

Cesário F, et al. Parents’ perception of the hospital playroom as a therapeutic resource. Millenium. 2021;2(17):81-8.

Fioreti FCCF, Manzo BF. A ludoterapia e a criança hospitalizada na perspectiva dos pais. REME Rev Min Enferm. 2016;20.

Souza MA, et al. Contribuição do brinquedo terapêutico estruturado em um modelo de cuidado de enfermagem para crianças hospitalizadas. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2024;28:e20240112.

Maia EBS, et al. The power of play in pediatric nursing: the perspectives of nurses participating in focal groups. Texto Contexto Enferm. 2022;31.

Brito TRP, et al. Estratégias lúdicas no cuidado de enfermagem à criança hospitalizada. Esc Anna Nery. 2018;13(4):802-8.

Silva MKCO, et al. A utilização do lúdico no cenário da hospitalização pediátrica. Rev Enferm UFPE. 2019;13:e238585.

Brasil. Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005. Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde. Diário Oficial da União. 21 mar 2005.

Publicado

2026-04-22

Cómo citar

SOARES, D. M.; MENDES, R. B.; OLIVEIRA, T. V. de C. Brinquedoteca hospitalar e seus efeitos na humanização da assistência à criança internada: revisão integrativa. JRG Journal of Academic Studies , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093191, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3191. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3191. Acesso em: 23 abr. 2026.

ARK