Fragilidades no diagnóstico da hanseníase na atenção primária à saúde do município de Petrolina-PE

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.3220

Palabras clave:

Hanseníase, Atenção Primária à Saúde, Política, Diagnóstico Diferencial, Humanização da Assistência

Resumen

A hanseníase é uma doença negligenciada que, ao longo de sua evolução histórica, tem sido marcada pelo estigma social e pelas deformações físicas, sendo a Atenção Primária à Saúde reconhecida pelo seu protagonismo no planejamento e na implementação de ações de controle que se materializam através do diagnóstico e tratamento precoce de forma contínua e gratuita. Apesar disso, a doença ainda se mantém endêmica em muitas regiões, o que revela falhas na execução dessas medidas de controle. Por isso, o objetivo deste estudo foi analisar as variáveis que definem as fragilidades da descentralização do diagnóstico da hanseníase na Atenção Básica. Trata-se de uma pesquisa descritiva e transversal de abordagem quantitativa, com a população composta por médicos. A fase de coleta de dados ocorreu entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. A análise foi realizada com o Software Estatístico Stata 14.0, sendo expressa por meio de tabelas que apresentam a distribuição de frequências absolutas e relativas. Os resultados apontaram que as principais fragilidades incluem o tempo prolongado e a complexidade do exame dermatoneurológico, a intensa demanda de casos agudos e a escassez de materiais específicos para o diagnóstico. Além disso, nas atividades de educação em saúde, a temática não é contemplada pela maioria dos profissionais. Conclui-se que é necessário buscar estratégias para enfrentar essas fragilidades, como a criação de um turno específico para atender pacientes com hanseníase, investigação dos contatos dos pacientes e investimentos em atividades de educação em saúde, tanto na comunidade quanto entre os profissionais de saúde.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Carla Vitórya Mendes Paes, Universidade Federal do Vale do São Francisco, PE, Brasil

Graduada em Enfermagem (UNIVASF); Pós Graduada em Saúde da Família (FAVENI); Pós Graduada Vigilância em Saúde (FAVENI); Pós Graduada em Enfermagem do Trabalho (FAHOL); Mestre em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido (UNIVASF).

Rosana Alves de Melo, Universidade Federal do Vale do São Francisco, PE, Brasil

Graduada em Enfermagem (UEMA); Pós Graduada em Urgência e Emergência (IBGPEX); Pós Graduada em Didático Pedagógica para Educação em Enfermagem (UFPE); Mestre em Enfermagem (UEFS); Doutora em Inovações Terapêutica (UFPE).

Drako de Amorim Souza, Universidade Federal do Vale do São Francisco, PE, Brasil

Graduado em Medicina (UNIVASF).

Flávia Emília Cavalcante Valença Fernandes, Universidade de Pernambuco, PE, Brasil

Graduada em Enfermagem (UPE); Pós Graduada em Saúde Pública com Ênfase em Gestão de Serviços e Saúde da Família (UPE); Mestre em Gestão e Economia da Saúde (UFPE); Doutora em Inovação Terapêutica (UFPE).

Citas

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim epidemiológico. Número especial. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2022.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Hanseníase no Brasil: perfil epidemiológico segundo níveis de atenção à saúde. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2022.

Gomes ACDB, Silva Júnior RF, Santos LM, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, et al. Estudo comparativo de hanseníase nos estados do Nordeste entre os anos de 2017 a 2023. Braz J Implantol Health Sci. 2024;6(7):2866-2880.

Costa AKAN, Silva Júnior FJG, Andrade KVF, Carvalho DPS, Silva MRF, Pereira EBF. Clinical and epidemiological aspects of leprosy. J Nurs UFPE Online. 2019;13(2):472-489.

Brasil. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. 1990 set 20; Brasília (DF).

Lima EO, Silva MRF, Andrade KVF, Carvalho DPS, Pereira EBF, Oliveira TS, et al. Itinerário terapêutico das pessoas com hanseníase: caminhos, lutas e desafios em busca do cuidado. Rev Bras Enferm. 2021;74(1):e20200532.

Siddiqui AM. Determinants of poverty in Pakistan: findings from survey data 2005. Eur J Soc Sci. 2009;12(1):1-23.

Francisco PC, Kliemann BS, Tarlé RG. Leprosy knowledge among primary care physicians in Southern Brazil: are we underdiagnosing? Int J Dermatol. 2024;63(10):e249-e254.

Pinto LF, Giovanella L. Do Programa à Estratégia Saúde da Família: expansão do acesso e redução das internações por condições sensíveis à atenção básica (ICSAB). Cien Saude Colet. 2018;23(6):1903-1914.

Almeida-Filho N, Barreto ML. Epidemiologia & saúde: fundamentos, métodos, aplicações. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.

Barroga E, Mataguihan GJ. Research fundamentals: study design, population, and sample size. J Korean Med Sci. 2022;37(14):e115.

Borgstede M, Scholz M. Quantitative and qualitative approaches in psychological research. Front Psychol. 2021;12:671917.

Scheffer M, Cassenote AJF, Guilloux AGA, Miotto BA, Mainardi GM, Matijasevich A, et al. Demografia médica no Brasil. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Conselho Federal de Medicina; 2020.

Concha-Amin M, Trindade CS, Zen PRG, Giergowicz BB. Supply and demand in the physician workforce: an integrative review. Rev Bras Med Trab. 2024;22(2):e20221022.

Ramakrishnan A, Sambuco D, Jagsi R. Participação das mulheres na profissão médica: percepções a partir de experiências no Japão, Escandinávia, Rússia e Europa Oriental. J Womens Health. 2014;23(11):927-934.

Santos Sobrinho AJS, Santos JF. Importância da humanização na adesão dos usuários aos serviços de saúde na atenção primária. Disciplinarum Scientia Cienc Saude. 2021;22(1):369-378.

Silva AMS, Pereira DAS, Costa MCL, Oliveira TS, Santos LM, Andrade KVF, et al. Vulnerabilidade individual associada às pessoas acometidas pela hanseníase em Pernambuco. Rev Enferm Digit Cuid Promoc Saude. 2024;9:1-8.

Angelim TEVB. Perfil sociodemográfico da hanseníase no município de Petrolina/PE de 2020 a 2024. Braz J Implantol Health Sci. 2025;7(1):715-722.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da hanseníase [recurso eletrônico]. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2022.

Amaral VF. Fatores relacionados ao atraso no diagnóstico da hanseníase na atenção primária à saúde em um município hiperendêmico da região nordeste do Brasil [dissertação]. Sobral: Universidade Federal do Ceará; 2023. 181 p.

Bif SM, Silva Júnior RF, Santos LM, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, et al. Hanseníase no Brasil: desafios e avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento. Braz J Implantol Health Sci. 2024;6(1):418-437.

Sousa MCC, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, Santos LM, Andrade KVF, et al. Avaliação da importância de testes rápidos no diagnóstico precoce da hanseníase e seu papel na promoção da saúde pública. Rev Multidiscip Saude. 2023;4(3):963-968.

Araújo AMF, Silva MRF, Andrade KVF, Carvalho DPS, Pereira EBF, Oliveira TS, et al. Diagnóstico inesperado de hanseníase em profissionais de saúde durante capacitação em Petrolina-PE. Hansenol Int. 2019;44(Suppl 1):19.

Santos MEC, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, Silva Júnior RF, Andrade KVF, et al. Doenças tropicais negligenciadas: perspectivas de eliminação da hanseníase em Petrolina - PE e Juazeiro - BA, Brasil 2020. Rev Ens Cienc Inov Saude. 2022;3(1):27-33.

Sá Melo JCF, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, Santos LM, Andrade KVF, et al. Avanços no diagnóstico e tratamento da hanseníase: uma revisão integrativa. Rev Interdiscip Cienc Saude. 2024;1(2):1-7.

Cavalcante LF. Os enfermeiros na assistência em pessoas acometidas pela hanseníase no estado do Tocantins: potencialidades e desafios para capacitação [dissertação]. Botucatu: Universidade Estadual Paulista; 2024. 82 p.

Costa LTF. Diagnóstico precoce da hanseníase na atenção primária à saúde. Rev Fac Cienc Med Paraiba. 2023;1(2):42-50.

Salazar FAC, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, Santos LM, Andrade KVF, et al. Tendências epidemiológicas da hanseníase no estado do Maranhão: uma análise abrangente dos casos e desafios de controle. Rev Contemporanea. 2024;4(5):e4432.

Neta TTF, Oliveira TS, Pereira DAS, Costa MCL, Santos LM, Andrade KVF, et al. Análise das internações por hanseníase: tendências, desafios e abordagens de tratamento. Braz J Implantol Health Sci. 2024;6(4):1891-1901.

Brasil. Decreto nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. Diário Oficial da União. 2007 dez 6; Seção 1: Brasília (DF).

Souza AP. Barreiras e facilitadores da implementação do Programa Saúde na Escola (PSE) no município de Francisco Morato [monografia]. São Paulo: Instituto de Saúde, Secretaria de Estado da Saúde; 2024. 147 p.

Almeida VMC. A percepção sobre o Programa Saúde na Escola (PSE) em Francisco Morato: desafios para a promoção de saúde [monografia]. São Paulo: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, CONASS, SES-SP; 2024. 56 p.

Publicado

2026-04-27

Cómo citar

PAES, C. V. M.; MELO, R. A. de; SOUZA, D. de A.; FERNANDES, F. E. C. V. Fragilidades no diagnóstico da hanseníase na atenção primária à saúde do município de Petrolina-PE. JRG Journal of Academic Studies , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e093220, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.3220. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/3220. Acesso em: 28 abr. 2026.

ARK