O Tempo como construção normativa do trabalho: de os trabalhos e os dias à proposta de reforma do calendário gregoriano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2862

Palavras-chave:

Tempo, Trabalho, Normatividade, Calendário

Resumo

O presente artigo analisa o tempo como construção normativa fundamental da organização do trabalho, articulando uma leitura histórico-filosófica do poema Os Trabalhos e os Dias, de Hesíodo, com uma proposta contemporânea de reorganização do regime temporal desenvolvida em O Trabalho e os Dias – Proposta de Reforma do Calendário Gregoriano. Sustenta-se que o tempo, desde a Antiguidade, jamais foi uma dimensão neutra ou meramente natural, mas um princípio regulador da vida produtiva, moral e social. A modernidade, ao abstrair, quantificar e juridicizar o tempo, cristalizou no calendário gregoriano uma estrutura rígida de organização do trabalho e do descanso, cujos limites sociais, econômicos e humanos tornam-se cada vez mais evidentes. Metodologicamente, adota-se uma abordagem teórico-bibliográfica e analítico-propositiva, demonstrando que, por ser histórico e normativo, o tempo pode ser racionalmente reorganizado. Conclui-se que a reforma do calendário constitui uma contribuição original à filosofia social e ao direito do trabalho, ao propor uma redistribuição dos dias capaz de ampliar a racionalidade produtiva sem suprimir o descanso nem a dignidade humana.

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Biografia do Autor

Afrânio Patrocínio de Andrade, Universidade Federal do Amapá, AP, Brasil

Graduado em Direito pela Universidade São Francisco, USF, Brasil em 1997; Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, UMESP, Brasil. Em 1995; Doutor em Ciências Jurídico-Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino, UMSA, Argentina em 2011.

Referências

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Publicado

2026-01-21

Como Citar

ANDRADE, A. P. de. O Tempo como construção normativa do trabalho: de os trabalhos e os dias à proposta de reforma do calendário gregoriano. Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo, v. 9, n. 20, p. e092862, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i20.2862. Disponível em: https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/2862. Acesso em: 22 jan. 2026.

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