Determinantes da Saúde Neonatal no Brasil: Uma Análise Econométrica com Dados Populacionais (2019–2023)
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2919Palavras-chave:
baixo peso, escolaridade materna, cuidado pré-natal, saúde pública, modelos econométricosResumo
Este estudo analisa os determinantes sociais da saúde associados ao baixo peso ao nascer no Brasil, com base em dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), delimitando-se ao intervalo de 2019 a 2023. O recorte estratégico de um intervalo temporal de cinco anos é amplamente utilizado em estudos epidemiológicos e econométricos por estar alinhado às práticas de consolidação e análise de séries históricas. O objetivo central é examinar o impacto da escolaridade materna e da assistência pré-natal sobre o desfecho neonatal. Metodologicamente, realizou-se uma análise quantitativa com 12.754.366 observações, aplicando-se um modelo de regressão por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) com erros-padrão robustos e especificação quadrática para a escolaridade. Os resultados indicam que a instrução materna exerce efeito protetor sobre o peso ao nascer, embora com retornos marginais decrescentes, enquanto o número de consultas de pré-natal apresenta impacto estatisticamente significativo na mitigação de riscos. Conclui-se que intervenções voltadas à ampliação da escolaridade feminina e ao fortalecimento do acompanhamento pré-natal constituem estratégias fundamentais para a melhoria dos desfechos perinatais e da saúde materno-infantil no Brasil.
Downloads
Referências
BLENCOWE, Hannah et al. National, regional, and worldwide estimates of low birthweight in 2015, with trends from 2000: a systematic analysis. The Lancet Global Health, v. 7, n. 7, p. e849–e860, 2019.
CAPELLI, Jéssica de Carvalho et al. Fatores associados ao baixo peso ao nascer em recém-nascidos de um hospital maternidade do município do Rio de Janeiro. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 18, n. 7, p. 2031–2040, 2013.
DATASUS. Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br
. Acesso em: 20 jan. 2026.
GIRMA, Shimelis et al. Factors associated with low birthweight among newborns delivered at public health facilities of Nekemte town, West Ethiopia: a case control study. BMC Pregnancy and Childbirth, v. 19, n. 1, p. 220, 2019.
IBGE. Malhas territoriais digitais do Brasil: unidades da Federação. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias
. Acesso em: 15 jan. 2026.
JANNUZZI, Paulo de Martino. Indicadores sociais no Brasil: conceitos, fontes de dados e aplicações. Campinas: Alínea, 2005.
LIMA, Luciana Dias de et al. Regionalização da saúde no Brasil: avanços, desafios e perspectivas. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 24, n. 11, p. 4021–4034, 2019.
SILVESTRIN, Sonia et al. Maternal education level and low birth weight: a meta-analysis. Jornal de Pediatria (Versão em Português), v. 89, n. 4, p. 339–345, 2013.
SZWARCWALD, Célia Landmann et al. Busca ativa de óbitos e nascimentos no Nordeste e na Amazônia Legal: estimação das coberturas do SIM e do SINASC. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 35, n. 91, p. 576–589, 2011.
TSHOTETSI, Lumbani et al. Maternal factors contributing to low birth weight deliveries in Tshwane District, South Africa. PLOS One, v. 14, n. 3, p. e0213058, 2019.
VICTORA, Cesar G. et al. Health conditions and health-policy innovations in Brazil: the way forward. The Lancet, Londres, v. 377, n. 9782, p. 2042–2053, 2011.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO recommendations on antenatal care for a positive pregnancy experience. Geneva: World Health Organization,
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
ARK
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.




































