O papel da ludicidade no cuidado de adolescentes acompanhados em um ambulatório público especializado no atendimento de saúde mental de adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2872Palavras-chave:
Adolescente, ludoterapia, saúde mental, prática profissional, ludicidadeResumo
Objetivo: Este estudo tem como objetivo avaliar a aplicação da ludicidade nos grupos terapêuticos e atendimentos individuais de adolescentes de 12 a 18 anos em um ambulatório público especializado no atendimento de saúde mental de adolescentes de Brasília, investigando tanto o modo como os profissionais utilizam recursos lúdicos em sua prática quanto suas percepções sobre a relevância da ludicidade na promoção da saúde mental juvenil. Método: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo de abordagem qualitativa, realizado com servidores do Adolescentro de Brasília entre junho e julho de 2025. A amostragem ocorreu pela técnica snowball, incluindo profissionais de saúde mental com pelo menos um ano de atuação. A coleta foi feita por formulário eletrônico, e os dados foram analisados conforme a proposta de Bardin. Resultados: A ludicidade quando inserida no cuidado em saúde mental de adolescentes se mostra uma estratégia potente e transformadora do atendimento, apesar disso, ainda existem diversas barreiras, tanto institucional quanto profissionais, para a sua implementação. Conclusões: O estudo demonstrou a potencialidade do uso da ludicidade, sendo um recurso que pode promover um cuidado voltado para o sujeito com suas especificidades. Destaca-se, ainda, a importância da realização de novos estudos que investiguem com maior profundidade a eficácia da ludicidade.
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