Gênero e câncer de mama: as implicações do abandono de mulheres por seus parceiros durante o tratamento oncológico
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2914Palabras clave:
Câncer de mama, Mulheres, Abandono, ConjugalidadeResumen
Esta pesquisa teve como objetivo analisar as implicações do abandono conjugal de mulheres diagnosticadas com câncer de mama durante o tratamento oncológico. Fundamentada no método histórico-dialético de Marx, por possibilitar a compreensão da realidade em sua dimensão histórica e social, adotou-se como metodologia a revisão sistemática da literatura e a aplicação de questionários estruturados para investigar aspectos socioeconômicos, emocionais e de suporte social. As participantes foram recrutadas no grupo de mulheres “Florescer”, vinculado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Os resultados da revisão sistemática evidenciaram predominância de estudos qualitativos, sendo 33,3% de delineamento exploratório-descritivo e 50% de revisões bibliográficas, não sendo identificados estudos quantitativos, o que revela lacunas na produção científica quanto à mensuração objetiva dos fenômenos analisados. A amostra empírica foi composta por dez mulheres com câncer de mama, entre as quais predominavam mulheres casadas (40%), seguidas de solteiras (20%) e, em menor proporção, viúvas, em união estável, divorciadas e em separação de corpos (10% cada). Como conclusão, foi identificado que o abandono conjugal durante o enfrentamento do câncer de mama é um fator de risco para o seguimento do tratamento oncológico, pois intensifica o sofrimento emocional vivenciado pelas mulheres. Por outro lado, observou-se que a rede de apoio das pacientes é formada majoritariamente por mulheres que compõem o núcleo familiar, sendo esta um fator protetivo para o enfrentamento da doença.
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Citas
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