Relevância do ensino de libras na graduação de enfermagem para um atendimento humanizado ao paciente surdo
DOI:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i20.2893Palabras clave:
Surdez, Ensino, Libras, Enfermagem, HumanizaçãoResumen
A surdez caracteriza-se pela perda total ou parcial da capacidade de compreender a fala por meio da audição, sendo que a comunicação da comunidade surda ocorre através da Língua Brasileira de Sinais (Libras), reconhecida legalmente pela Lei nº 10.436/2002 e pelo Decreto nº 5.626/2005. No contexto da saúde, a ausência de profissionais capacitados em Libras representa uma barreira significativa, comprometendo a comunicação, a autonomia do paciente e a humanização da assistência, especialmente na Enfermagem. Diante desse cenário, esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a relevância do ensino de Libras no curso de graduação em Enfermagem para um atendimento mais humanizado ao indivíduo surdo. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, de caráter exploratório, fundamentada em artigos científicos publicados entre 2017 e 2025, obtidos nas bases de dados: LILACS, CAPES, PubMed/MEDLINE, BDENF, SciELO, conforme critérios de inclusão previamente definidos. Os resultados evidenciaram que, embora exista respaldo legal e crescente interesse dos profissionais, a disciplina de Libras ainda é majoritariamente optativa, com baixa carga horária e pouca prática, o que fragiliza a formação. Conclui-se que a inclusão obrigatória e estruturada da Libras nos currículos de Enfermagem é essencial para garantir comunicação efetiva, segurança, equidade e humanização no atendimento à comunidade surda.
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Citas
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